Futuro da Grécia

Grécia já “aceita” que o FMI participe no terceiro resgate

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Tsipras estava "frustrado" com o FMI e dizia que não era necessário para o 3º resgate. Mas nos últimos dias os outros ministros das Finanças terão persuadido Euclid Tsakalotos a desistir da ideia.

AFP/Getty Images

O Fundo Monetário Internacional (FMI) será parte ativa no terceiro resgate à Grécia, “não só em termos de assistência técnica mas, também, no pacote financeiro“, confirmaram esta quinta-feira o ministro das Finanças do país, Euclid Tsakalotos, e o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem. Trata-se de uma cedência por parte do governo grego, já que o primeiro-ministro Alexis Tsipras ainda no mês passado tinha defendido que a participação do FMI não era “necessária”.

O primeiro responsável a adiantar a informação foi o holandês Jeroen Dijsselbloem, à entrada para a reunião dos ministros das Finanças da zona euro, a que preside. Dijsselbloem falou com o ministro das Finanças grego e “Tsakalotos confirmou que o governo grego aceita que o FMI precisa de fazer parte deste processo”, disse o holandês esta quinta-feira em declarações citadas pelas agências noticiosas.

“Isso era algo absolutamente claro para ele, e faz parte do acordo obtido este verão“, acrescentou Jeroen Dijsselbloem. Esse acordo, que surgiu apesar de o referendo grego de 5 de julho ter votado Não ao terceiro resgate à Grécia, implica um pacote financeiro de 86 mil milhões de euros. Um montante que vários países europeus, entre os quais a Alemanha e a Finlândia, advertiram desde logo que não poderia ser totalmente suportado pelos fundos europeus.

Numa entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, Euclid Tsakalotos confirmou que, efetivamente, há um entendimento para o envolvimento do FMI – apesar do que o governo grego vinha defendendo nos últimos meses. “O envolvimento do FMI é algo sobre que existe acordo. Este é o nosso compromisso“, afirmou Euclid Tsakalotos ao Handelsblatt.

Responsáveis como Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças da Alemanha, e o finlandês Alexander Stubb tinham indicado que essa participação do FMI não era negociável. Isto apesar de, nas palavras de Tsakalotos, o primeiro-ministro Alexis Tsipras se sentir cada vez mais “frustrado” com as recomendações que o FMI estava a fazer, na qualidade de participante técnico na aplicação do terceiro resgate.

O jornal grego Kathimerini adianta que a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, deverá encontrar-se com Alexis Tsipras para conversarem sobre o terceiro resgate, incluindo a forma como poderá haver um alívio da dívida grega aos fundos europeus – como o FMI exige como pré-condição para participar no resgate e como Alexis Tsipras prometeu na campanha eleitoral.

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