Futuro da Grécia

Syriza afunda nas sondagens para o valor mais baixo de sempre: 17,5%

887

Há pouco mais de um ano, Alexis Tsipras tinha índices de popularidade superiores a 70%. Agora, uma nova sondagem não lhe dá mais de 17,5% das intenções de voto no Syriza.

ATEF SAFADI/EPA

Alexis Tsipras e o partido Syriza estão a governar a Grécia com apenas 17,5% de apoio popular, de acordo com uma sondagem da Universidade da Macedonia divulgada este fim de semana. Há pouco mais de um ano, o então recém-eleito primeiro-ministro tinha índices de popularidade superiores a 70%, o que indica que os eleitores gregos estarão cada vez mais a castigar o governo pelos sucessivos pacotes de austeridade e reforma estrutural que tem assinado com os credores internacionais.

O governo do Syriza, em coligação com a extrema-direita dos Gregos Independentes, continua a gozar de uma maioria parlamentar de dois deputados, obtida nas eleições realizadas em setembro. Já nessa altura, Tsipras caía nas sondagens (face aos mais de 70% que chegou a ter) mas conseguiu a reeleição apesar de ter acabado de assinar o terceiro resgate ao país.

As medidas que têm sido aprovadas no parlamento grego, contudo, estão a fazer derrapar a popularidade do líder esquerdista. E, na opinião do último ministro das Finanças antes da eleição de Alexis Tsipras, Gikas Hardouvelis, a popularidade de Tsipras irá cair ainda mais à medida que as pessoas sentirem no bolso a quebra de rendimentos que virá das medidas que acabam de ser aprovadas a troco da luz verde para a primeira avaliação ao programa de resgate.

A sondagem, feita para a Skai TV, revelou que sete em cada 10 gregos estão insatisfeitos com a estratégia negocial que tem sido levada a cabo pelo governo de Tsipras. E quase nove em cada dez dizem-se globalmente insatisfeitos com o governo.

Nova Democracia leva oito pontos de vantagem sobre Syriza

A subir nas sondagens está o partido Nova Democracia, que perdeu o poder no final de 2014 mas cujo novo líder, Kyriakos Mitsotakis, já leva uma vantagem de oito pontos em relação a Alexis Tsipras e o Syriza.

The Greek new elected leader of Opposition Kyriakos Mitsotakis, Nea Dimokratia in Athens, Greece, on January 19, 2016. (Photo by Wassilios Aswestopoulos/NurPhoto) (Photo by NurPhoto/NurPhoto via Getty Images)

Kyriakos Mitsotakis é o novo líder do partido Nova Democracia na Grécia (Foto: NurPhoto via Getty Images)

Segundo a sondagem da Universidade da Macedonia, se as eleições fossem hoje o Nova Democracia levaria 25,5% dos votos, oito pontos acima dos 17,5% do Syriza.

Ainda assim, a sondagem mostrou que são mais as pessoas que preferem ver o governo a cumprir o mandato do que as que admitem um cenário de eleições antecipadas.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: ecaetano@observador.pt
Rússia

A hipocrisia da política de sanções /premium

José Milhazes

A Europa perdoou à Rússia a agressão à Ucrânia, a invasão da Geórgia em 2018 e dá mais uma prova de “misericórdia” em 2019. A que se deverá este acto que traz à memória o famigerado Acordo de Munique?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)