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Chicago é uma das cidades com mais violência nos Estados Unidos, um facto que tem vindo a aumentar vertiginosamente em relação a anos anteriores, conta o The New York Times.

Durante o fim de semana, 29 pessoas foram atingidas por armas de fogo. Destes tiroteios resultaram 3 vítimas mortais e 26 feridos. Esta é uma tendência que assusta as autoridades, já que, só no mês de maio, registaram-se 66 homicídios, mais 19 que em 2015 e mais 25 que em 2014. A taxa de homicídios aumentou em 50% em relação ao ano anterior. As estatísticas mostram que, em média, morre alguém a cada 13 horas e 42 minutos e uma pessoa é alvejada a cada 2 horas e 20 minutos. Este ano, até agora, já foram alvejadas 1.200 pessoas.

Num país onde os tiroteios em massa são comuns, a violência quotidiana dos bairros pobres de Chicago é muitas vezes ignorada, mas o problema é grave e precisa de ser resolvido.

As autoridades apontam algumas causas para o surto de violência que afeta a cidade. A pobreza, a proliferação e a rivalidade entre gangs e o tráfico de droga são responsáveis por muitos dos tiroteios. Outros problemas ascendem à esfera nacional e incluem a facilidade de acesso a armas, o desmembramento de forças policiais especializadas ou tensões entre a polícia e a população.

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Vídeos como o que mostra um polícia a matar um jovem afro-americano surtem efeitos negativos para os dois lados. Por um lado, a polícia sente-se mais escrutinada e por vezes coíbe-se de agir para evitar queixas por homicídio. Ao mesmo tempo, a população sente que as autoridades são forças inimigas e não coopera com a polícia.

Estes números parecem irrelevantes quando comparados com a década de 90, altura em que o país atravessava um pico de violência e havia cerca de 25.000 homicídios por ano. Ainda assim, os tiroteios estão a aumentar a um ritmo que não deve ser ignorado.