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Doodle celebra aniversário da jornalista que deu o “furo” do início da II Guerra Mundial

O Doodle da Google celebra o 106º aniversário da repórter de guerra que anunciou a invasão da Polónia pelas tropas nazis. Clare Hollingworth morreu em janeiro deste ano, em Hong Kong, com 105 anos.

Clare Hollingworth começou a sua carreira em 1939 e foi uma das primeiras repórteres de guerra

O Doodle desta terça-feira da Google celebra o 106º aniversário de Clare Hollingworth, a jornalista britânica, uma das primeiras correspondentes de guerra, que deu a notícia do início da II Guerra Mundial.

Aos 27 anos, em 1939, Clare decidiu que queria ser jornalista. Trabalhava há uma semana no jornal britânico Daily Telegraph quando foi enviada para o sul da Polónia, onde todas as fronteiras tinham sido fechadas – apenas veículos diplomáticas tinham autorização para passar. Por iniciativa própria, pediu emprestado um carro do consulado britânico para conseguir entrar no país que estava ocupado pelas tropas alemãs. Seguiu o seu instinto à procura de uma história absolutamente exclusiva e conseguiu. Na fronteira, encontrou carros blindados, tanques e muita artilharia.

The life and times of Clare Hollingworth

Clare Hollingworth was a pioneer. Hear her story from those following in her footsteps. #celebrateclare

Posted by Celebrate Clare Hollingworth on Friday, October 9, 2015

A 29 de agosto de 1939, a sua história fez manchete no Daily Telegraph com o título “1000 tanques reunidos na fronteira da Polónia”, onde contava que a artilharia alemã estava preparada para, a qualquer momento, invadir aquele país – a invasão da Polónia pelas tropas nazis marcou o início da II Guerra Mundial. Em 2014, a jornalista deu uma entrevista ao The Telegraph onde explicou que era muito nova na altura e que a sua missão era simplesmente cuidar dos refugiados, dos surdos e dos mudos. A guerra limitou-se a surgir enquanto ela ali estava.

A manchete de Clare Hollingworth que deu ao mundo a notícia de que a guerra estava a começar

Foram estes relatos que deram início a “uma ilustre carreira”. Passou grande parte da sua vida na linha da frente de vários conflitos, incluindo os do Médio Oriente, norte de África ou Vietname. Nos últimos 40 anos viveu em Hong Kong, onde acabou por morrer aos 105 anos de idade, em janeiro de 2017.

Recebeu inúmeros prémios e chegou a ser nomeada oficial da Ordem do Império Britânico pela rainha Isabel II. Esta terça-feira, é homenageada pelo Google.

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