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Estados Unidos da América

Condenado homem que planeou decapitar organizadora de evento para desenhar Maomé

O homem, que tem ligações ao Estado Islâmico, planeou decapitar Pamela Geller por ter organizado um evento para desenhar Maomé, algo considerado ofensivo por muitos muçulmanos.

Stephanie Keith/Getty Images

David Wright, um homem de 28 anos natural de Boston, foi considerado culpado de, há dois anos e em conjunto com o tio e um amigo, ter planeado decapitar a blogger Pamela Geller, organizadora do evento “Draw Mohammed” (‘Desenhar Maomé’).

Descrito pela própria como um evento de liberdade de expressão, o evento consistia em desenhar o profeta muçulmano, algo considerado ofensivo por muitos muçulmanos e que levou Wright a querer matar a organizadora. O evento chegou mesmo a ser atacado por dois homens armados, tendo as únicas fatalidades sido as dos próprios atacantes, que foram abatidos pela polícia.

Wright foi acusado de ter planeado ataques de terrorismo internacional e de apoiar o Estado Islâmico. Apesar de ainda não se conhecer a sentença, que está marcada para dia 19 de dezembro, a pena para crime de conspiração terrorista internacional é apenas uma: prisão perpétua.

Pamela Geller, blogger e ativista política, é conhecida por ser anti-islâmica e por criar o grupo “Stop Islamization of America”, também conhecido como American Freedom Defense, considerado por muitos um grupo de ódio islamofóbico.

O plano foi descoberto após o tio de David, Ussamaah Rahim, ter decidido que não podia esperar pelo ataque a Geller e, numa chamada gravada pelas autoridades, ter demonstrado interesse em atacar a polícia. No mesmo dia, Rahim foi abordado por dois polícias, que tentou atacar com uma faca. Acabou por ser baleado mortalmente pelos agentes.

Em tribunal, para além de revelar gravações de chamadas entre os três membros da conspiração, a acusação apresentou várias provas de que Wright tinha consumido vários tipos de conteúdo propagandista do Estado Islâmico, bem como de contactos com um membro do grupo terrorista a Síria.

O amigo de David Wright, Nicholas Rovinski, declarou-se como culpado e testemunhou contra o considerado cabecilha do grupo. De acordo com a Associated Press, Wright afirmou em tribunal que estava a viver num mundo de “fantasia” e que apenas representava uma personagem. Segundo o americano de 28 anos, o plano não era real, tendo ficado surpreendido com o ataque do seu tio, Rahim.

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