O PSD classifica de “lastimável” a atitude do Governo sobre o jantar da Web Summit no Panteão Nacional e enviou esta segunda-feira oito perguntas, dirigidas diretamente ao primeiro-ministro. Os sociais-democratas querem saber se António Costa sabia do jantar, se foi convidado e querem também pormenores sobre a decisão da Direção-geral do Património — que permitiu que o jantar do “Founders Summit” se realizasse no Panteão Nacional — e que considera “indigna e inaceitável”.

Qual o procedimento que esteve na base da autorização dada pela DGPC ao pedido de realização do Founders Summit no Panteão Nacional?”. Esta foi a primeira pergunta que o grupo parlamentar do PSD endereçou a Costa, numa lista de perguntas a que o primeiro-ministro é obrigado a responder e onde se segue logo a dúvida sobre se “é verdade ou não que o Programa da Web Summit — que dava conta do jantar no Panteão Nacional — foi enviado por e-mail a membros do Governo e distribuído em alguns dos eventos nos quais participaram membros do Executivo?”. Os sociais-democratas perguntam mesmo diretamente se Costa “teve conhecimento direto ou indireto da realização daquele evento” e também se foi convidado a estar presente ou se o Governo se fez representar.

Além disso, o PSD aproveita as informações mais recentes sobre esta polémica, para confrontar também diretamente Costa com os vídeos tornados públicos e onde “surge Paddy Cosgrave, fundador e CEO do Web Summit, a discursar no Panteão Nacional, onde refere que ‘falou com o ministro que lhe disse que era o primeiro jantar alguma vez realizado aqui'”.

“A que ministro se referia Paddy Cosgrave?”, questionam os sociais-democratas.

O primeiro-ministro é ainda questionado sobre outras notícias que o envolvem — ainda que no desempenho de outras funções — neste mesmo assunto, nomeadamente sobre a existência de um jantar, em 2013 (quando era presidente da Câmara), também no Panteão, do Turismo de Lisboa. “É verdade que, como notícias vindas a público, o Senhor Primeiro Ministro, enquanto presidente da Câmara Municipal de Lisboa, patrocinou um jantar no Panteão Nacional?”, perguntam os deputados.