O presidente dos Estados Unidos ameaçou cortar o apoio financeiro dos Estados Unidos aos países que votarem a favor de uma resolução das Nações Unidas que condena a decisão de Donald Trump de mudar a embaixada dos EUA de Tel-Aviv para Jerusalém, território disputado por israelitas e palestinianos.

A decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel – algo que os Estados Unidos já tinham feito – e de mudar a sua embaixada para aquela cidade, continua a fazer correr muita tinta. Depois da condenação generalizada dos principais parceiros dos EUA, incluindo os países da União Europeia.

Esta quinta-feira, a assembleia-geral das Nações Unidas vai reunir-se de emergência, uma ocasião rara, a pedido dos países árabes e muçulmanos, que estão contra esta decisão, e será colocada à votação uma resolução que condena a decisão dos Estados Unidos.

A administração norte-americana já está a responder, e em força, aqueles que prometem condenar a ação norte-americana, com o próprio presidente Donald Trump a ameaçar cortar a ajudar financeira dos EUA aos países que se mostarem contra a decisão.

“Eles recebem centenas de milhões de dólares, até mesmo milhares de milhões de dólares, e vão votar contra nós. Bem, estaremos atentos a essas votações. Deixem-nos votar contra nós. Vamos poupar imenso. Não queremos saber”, disse Donald Trump aos jornalistas, na Casa Branca, esta quarta-feira.

A ameaça já tinha sido feita, de forma mais subtil, pela embaixada dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, que escreveu no Twitter que os EUA iriam apontar os nomes daqueles que criticarem a sua escolha.

“Na ONU pedem-nos sempre para fazer mais e dar mais. Por isso, quando tomamos uma decisão, de acordo com a vontade do povo americano, sobre onde localizamos a NOSSA embaixada, não estamos à espera que aqueles que ajudámos se virem contra nós. Na quinta-feira haverá um voto para criticar a nossa escolha. Os EUA irão apontar os nomes”, disse.