Depois de a Uber e a Waymo terem resolvido por acordo uma disputa de patentes que tinham em tribunal, a polémica empresa de mobilidade terá de pagar à Waymo, que pertence à Alphabet Inc. (que detém a google), 0,34% do valor da última ronda de investimento na empresa. Ao todo serão cerca de 245 milhões de dólares (perto de 200 milhões de euros) que a Uber terá de pagar à Alphabet. Segundo o Recode, o valor foi feito com base numa avaliação de 72 mil milhões de dólares (cerca de 58,7 mil milhões de euros).

A Uber ainda não está cotada em bolsa, estando a entrada prevista para o final de 2019. Por isso, todos os valores são baseados nos investimentos que a empresa tem recebido. Com a entrada de 9,3 mil milhões de dólares por 17,5% da empresa pelo Softbank e pelo grupo Dragoneer Investment, que passaram a ser os maiores accionistas da empresa, estimou-se que a empresa estaria avaliada em 48 mil milhões de dólares. No entanto, com esta informação relativa ao acordo feito entre a Alphabet e a Uber, a Uber volta a ter uma valorização superior à que tinha no final de 2017.

O caso remonta a fevereiro de 2017, quando a Waymo processou dois antigos empregados da empresa que começaram a trabalhar com a Uber. Em causa estariam ficheiros confidenciais que foram utilizados pela Uber na aplicação do estudo de carros autónomos. A empresa continua a afirmar que não fez espionagem industrial, mas assumiu ter sido “pouco cautelosa” na forma como lidou com o caso.

A Uber esteve sob várias polémicas em 2017, quando a ex-engenheira da empresa, Susan Fowler, denunciou várias situações de assédio sexual num blogue. A estas queixas seguiram-se outras, que descreviam uma cultura de trabalho agressiva e sexista e juntou-se o processo judicial interposto pela Waymo. O ambiente levou o conselho de administração a afastar Travis Kalanick da liderança, que foi substituído em agosto por Dara Khosrowshahi.