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Donald Trump voltou a lançar críticas à imprensa este sábado, depois da decisão de um grande júri de acusar formalmente 13 cidadãos russos de interferência no processo eleitoral norte-americano, por indicação do procurador especial Robert Mueller, afastando a sua campanha das intenções russas.

Numa série de publicações no Twitter, o Presidente dos Estados Unidos criticou a imprensa norte-americana e acusou-a de não querer dizer que este grupo russo foi formado em 2014, “muito antes” de se ter candidato a presidente. “Se calhar sabiam que me ia candidatar apesar de eu não saber”.

O líder do governo norte-americano replicou depois declarações do vice-procurador-geral norte-americano, Rod Rosenstein, que é o atual responsável máximo no Departamento de Justiça pela investigação à interferência russa nas eleições norte-americanas, para afastar qualquer ligação entre as intenções do grupo de cidadãos russos e a sua campanha.

Rod Rosentein disse numa conferência de imprensa que na acusação dada a conhecer esta sexta-feira não havia qualquer alegação de que algum cidadão norte-americano tivesse participado em alguma atividade ilegal relacionada estas acusações, e que na mesma acusação não havia indícios de que estas atividades tivessem tido impacto no resultado das eleições de novembro de 2016, que deram a vitória a Donald Trump.

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Donald Trump recorreu ainda a declarações de Rob Goldman, vice-presidente do Facebook responsável pela publicidade, que disse que a maioria dos gastos em anúncios por cidadãos russos aconteceu já depois das eleições e que o principal objetivo dos anúncios não era influenciar as eleições, mas sim dividir o país.

O procurado especial Robert Mueller pediu, e conseguiu, a acusação formal de 13 cidadãos russos, e mais duas entidades com a mesma origem, de interferência no processo eleitoral norte-americano.

Os visados são acusados de violar as leis criminais dos Estados Unidos para interferir com as eleições presidenciais norte-americanas de 2016 e com o processo político.

As acusações incluem conspiração criminosa para defraudar os Estados Unidos colocando em causa o sistema eleitoral norte-americano, fraude bancária e roubo de identidade agravada.