Depois de alguma espera, muitos rumores e poucas certezas antes da data prevista, foi finalmente revelado o plano estratégico da Alfa Romeo até 2022. De acordo com o CEO da Fiat Chrysler Automobiles, nos próximos quatro anos, a marca transalpina não só vai renovar a sua actual gama, como vai adicionar-lhe três novos modelos, ficando assim com um total de sete novas propostas.

Depois de há muito andar a perseguir o lucro, mesmo depois do Stelvio e do novo Giulia, a Alfa Romeo ainda não conseguiu sair do vermelho. Situação que a estratégia gizada pretende finalmente resolver, tanto mais que é esperado da marca mais desportiva do grupo italo-americano venha a ser determinante para materializar a intenção de crescer cerca de 81% entre as chamadas marcas premium. Tal, segundo as informações divulgadas, deverá acontecer com o ataque a quatro segmentos do mercado: o das berlinas e SUV do segmento D; o dos crossovers compactos e o dos grandes SUV (segmento E). Fruto desta aposta, a Alfa Romeo espera atingir vendas anuais de 400.000 unidades em 2022.

Será fácil? O plano revelado por Marchionne é ambicioso, pois estamos a falar de modelos com um novo desenho, versões electrificadas e modelos completamente novos virados para a performance. Em concreto, uma nova geração do extinto 8C, que renascerá como um verdadeiro supercarro, e (ainda) o Alfa Romeo GTV, sigla emblemática na casa, que será recuperada num coupé baseado no Giulia, com lugar para quatro e uma potência acima de 600 cv.

Adeus diesel

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A apresentação do plano estratégico serviu de ocasião para o anúncio que é cada vez mais frequente entre construtores: também a Alfa vai deixar os diesel, preferindo concentrar-se nas possibilidades oferecidas pela electrificação, o que irá passar quer por sistemas a 48V quer pela inclusão do e-Boost, função que não só aporta um extra de até 25% de potência, como permite mitigar os típicos atrasos na resposta do turbo.

No domínio da hibridização, a Alfa fez saber que está a desenvolver uma nova tecnologia que contempla sistemas de recarregamento a bordo, capazes de oferecer uma autonomia em modo eléctrico superiores a 50 km e aceleração e uma diminuição de até 4 segundos nos 0-100 km/h.

Por outro lado, confirma-se o desaparecimento do MiTo, mas já os rumores que davam conta de semelhante destino para o Giulietta são desmentidos no novo plano de produto, pois o compacto mantém-se na oferta e terá até a companhia de um SUV.

Quanto ao segmento D, assistiremos à actualização quer do Giulia quer do Stelvio, com essa renovação a servir igualmente de pretexto para uma variante com uma maior distância entre eixos, destinada especificamente ao mercado chinês.

No segmento E, mais um SUV que, conforme já aqui lhe dissemos, posicionar-se-á acima do Stelvio e pode assumir como denominação comercial “Castello”. Também ele vai deitar mão à plataforma Giorgio, a arquitectura que já serve o Giulia e o Stelvio e que não só se presta a servir de base para diferentes tipos de modelos, como pode também acolher sistemas de propulsão alternativos – parcialmente electrificados ou 100% eléctricos. Tudo isto podendo, simultaneamente, receber funções de condução autónoma, que serão de nível 2 ou 3 consoante o segmento dos modelos.