Fogo de Pedrógão Grande

Incêndios de Pedrógão. Dois meses para acabar a investigação

Número de arguidos sobe para dez. Ministério Público diz já ouviu cerca de 200 testemunhas e que deverá encerrar o inquérito dentro de, aproximadamente, dois meses.

Os incêndios de Pedrógão deflagraram a 17 de junho de 2017

Paulo Cunha/LUSA

O inquérito que o Ministério Público abriu aos fogos de Pedrógão Grande — que fizeram 66 vítimas mortais, 250 feridos e consumiram 50 mil hectares de floresta — conta com mais três arguidos, perfazendo um total de dez arguidos neste momento, segundo avançou esta segunda-feira o jornal Expresso. Os suspeitos podem vir a ser acusados dos crimes de homicídio por negligência e ofensas corporais por negligência.

O vice-presidente da Câmara de Pedrógão, José Graça, a engenheira e quadro da Proteção Civil, Margarida Gonçalves, e o encarregado geral da Câmara, António Castanheira são os novos três arguidos no processo, segundo o semanário. Até agora, o processo, que está nas mãos do Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria, contava já com sete arguidos: o segundo comandante distrital da Proteção Civil de Leiria, Mário Cerol, o comandante dos bombeiros de Pedrógão, Augusto Arnaut e o comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro de Leiria, Sérgio Gomes, assim como dois funcionários da Ascendi e duas empresas subcontratadas para fazer as limpezas e a gestão do combustível.

Numa nota publicada pela Porcuradoria Geral Distrital de Coimbra, a confirmar o número de arguidos, o Ministério Público refere, no entanto, que os dez arguidos são “pessoas singulares”. Na mesma nota, adianta ainda que foram já ouvidas cerca de 200 testemunhas, analisadas várias perícias e que, embora a investigação prossiga, o inquérito encontra-se “em estado avançado de investigação” e é “previsível a conclusão do mesmo no prazo de dois meses”.

Numa outra nota publicada a 2 de maio a PGR referia que à data existiam sete arguidos no processo: dois tinham sido constituídos em dezembro último, os restantes cinco, quatro deles ligados à área de gestão de combustíveis e um às operações de comando de combate ao incêndio, foram constituídos e interrogados como arguidos nos últimos dias de abril. “Em causa estão factos suscetíveis de integrarem os crimes de homicídio por negligência e ofensas corporais por negligência”, lia-se.

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