Rádio Observador

Nova Iorque

Há monstros azuis à solta no metro de Nova Iorque

A dormir encostadas aos passageiros ou agarradas ao telemóvel, as figuras azuis que o artista Subway Doodle desenha têm muito em comum com os humanos. O projeto tem já milhares de seguidores.

Subway Doodle fotografa com o seu telemóvel e desenha depois as criaturas com uma aplicação

Subway Doodle

As viagens de metro podem ser aborrecidas mas o artista Subway Doodle encontrou uma forma de as melhorar. O instagrammer fotografa cenas diárias do metropolitano de Nova Iorque e acrescenta-lhes depois criaturas azuis e peludas que o próprio desenha, noticia o The Guardian.

“Todos têm a sua atividade no metro. Esta tornou-se a minha”, refere o artista que começou o projeto nas suas viagens para o trabalho, entre Brooklyn e Manhattan. “Passei a minha infância a desenhar monstros e personagens de BD nas aulas. Essencialmente, continuo a fazer o mesmo”, acrescenta.

Ben Martin, mais conhecido por Subway Doodle, fotografa com o seu iPhone e desenha com uma aplicação denominada Procreate. Trabalha em televisão e é dono de uma empresa de marketing que cria anúncios promocionais. O autor começou a partilhar a sua arte nas redes sociais em 2014 como forma de “arquivar e guardar os trabalhos”. “Para minha surpresa, começou a pegar.”

“Não procuro passar nenhuma mensagem, mas ocasionalmente o meu trabalho envolve algum tipo de comentário social ou político. Mas, no final, apenas faço isto porque gosto”, declarou Martin.

Na maioria das vezes, Ben Martin tira primeiro a foto e só depois olha para ela, em busca de inspiração. Porém, às vezes, deteta uma oportunidade. “A frase chave com os meus amigos e família é ‘Isto é um doodle (rabisco)’. Quando digo esta frase, eles sabem que vou parar para tirar uma fotografia de algo que vi e me interessou”, refere o artista.

Subway Doodle tem ainda site oficial e uma linha de chinelos personalizados com obras do autor.

Apesar de fotografar maioritariamente desconhecidos incautos no metro ou nas ruas, os filhos de Ben Martin também já figuraram em alguns dos desenhos. Para o artista, esses trabalhos são os seus favoritos.

O projeto, que conta com 165 mil seguidores no Instagram, evoluiu e as figuras azuis passaram do ecrã para as ruas. Grafittis e enormes murais dão agora cor à cidade de Nova Iorque e os protagonistas são sempre os mesmos: criaturas azuis.

View this post on Instagram

Here it is! This big, blue guy is stomping around at 275 Washington Street, Mount Vernon, NY. Big thanks to the @dripproject, @_harrisl, @layercakeny, and @chrismestopher for making it happen. ⁣ ⁣ Thank you to boom ops Vinnie and Carmine for the lift. ⁣ ⁣ Thank you to the Mayor of Mount Vernon, @richwthomas, for supporting the arts in your community! ⁣ ⁣ And thank you to ibuprofen, because after two fast and furious days of painting, everything hurts. ⁣ There’s a lot of other great art here, with more to come. Go check it all out! It’s only a 5 minute walk from the Mount Vernon East train station.⁣ ⁣ #subwaydoodle #nyc #mural #streetart #pasteup #dripproject #meshallstudios #mountvernon #selfportrait

A post shared by Subway Doodle (@subwaydoodle) on

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)