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YouTube sob investigação por suspeitas de colocar a privacidade das crianças em causa

O YouTube tem feito alterações nas políticas de privacidade e recolha de informações dos utilizadores, mas no que diz respeito à proteção das crianças a plataforma continua sob críticas.

iStockphoto/monkeybusinessimages

O governo dos Estados Unidos está a dar os últimos passos de uma investigação ao YouTube sobre a forma como gere os vídeos infantis. A garantia é dada ao Washington Post por fontes próximas do processo, sob anonimato, que acrescentam que em causa está a possível aplicação de uma multa à companhia americana. O desenvolvimento do processo já levou, inclusivamente, a que a empresa fizesse a revisão de algumas das suas práticas.

A investigação teve início depois de várias queixas de grupos de consumidores e defensores de privacidade. Segundo as queixas, o YouTube não terá, alegadamente, protegido as crianças que usaram o serviço de streaming e terá recolhido dados de forma inadequada.

Nos últimos meses, o YouTube anunciou já a aplicação de várias medidas que pretendem proteger os utilizadores da plataforma. No que diz respeito às crianças, desde 2016 existe o YouTubeKids que surgiu com o objetivo de proteger os mais pequenos de eventuais agressões a que poderiam estar sujeitos na plataforma-mãe.

De acordo com o Washington Post, o avanço da investigação nos tribunais norte-americanos contribuiu também para que o YouTube avançasse com discussões internas sobre a forma como a plataforma lida com os vídeos para as crianças. As alterações que estão em discussão incluem a eventual mudança dos algoritmos que recomendam e colocam na lista de reprodução os vídeos para o utilizador, incluindo as crianças.

Andrea Faville, porta-voz do YouTube num comunicado enviado ao Washington Post recusou-se a comentar a investigação em curso e destacou que nem todas as discussões que acontecem na empresa sobre eventuais alterações no produto se concretizam. “Consideramos várias ideias para melhorar o YouTube e algumas delas continuam a ser apenas isso — ideias. Há outras que desenvolvemos e lançamos, como as restrições aos menores do live-streaming e a atualização da política sobre o discurso do ódio”, afirmou.

O Wall Street Journal já tinha avançado também que o YouTube está a considerar migrar todo o conteúdo para crianças para a YouTube Kids, para conseguir ser mais eficaz na proteção das crianças à exposição de conteúdo problemático que ainda existe na plataforma.

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