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Irão

Representante especial dos EUA para Irão pede mais segurança marítima no Golfo Pérsico

Brian Hook sugere o "reforço" da força marítima multinacional no Golfo Pérsico e a criação de uma nova iniciativa de segurança marítima. Trump apelou à proteção de petroleiros internacionais.

ERIK S. LESSER/EPA

O representante especial da administração norte-americana para o Irão, Brian Hook, disse esta segunda-feira que os Estados Unidos querem que os seus parceiros internacionais unam forças para aumentar a segurança marítima no Golfo Pérsico.

Brian Hook, que também é assessor do secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo, falava aos jornalistas num briefing telefónico dedicado à política dos Estados Unidos em relação ao Irão, numa altura em que o clima de tensão entre Teerão e Washington voltou a intensificar-se.

Para melhorar a segurança marítima naquela região, vital para o tráfego mundial de petróleo, o representante norte-americano referiu que uma das possíveis opções poderá passar pelo “reforço” da força marítima multinacional atualmente destacada naquela área para combater o tráfico de drogas e armas. Esta força marítima integra meios de cerca de 30 países.

Outra das alternativas, frisou Brian Hook, poderá passar pelos países aliados com interesses comerciais naquela zona e pela possível criação de uma nova iniciativa de segurança marítima.

Existe muito interesse em encontrar uma nova iniciativa para melhorar a segurança marítima, que acreditamos que poderá ser algo que podemos internacionalizar”, disse o representante especial dos Estados Unidos para o Irão, sem dar mais pormenores.

As declarações de Brian Hook surgem no mesmo dia em que o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pediu num tweet aos países importadores de petróleo que protejam os respetivos navios petroleiros, após uma série de incidentes naquela rota marítima atribuídos por Washington a Teerão, que nega qualquer responsabilidade nos incidentes.

“Cerca de 91% das importações chinesas de petróleo passam pelo estreito de Ormuz, 62% para o Japão, e o mesmo acontece com muitos outros países”, publicou o chefe de Estado norte-americano no Twitter.

“Porque estamos a proteger estas rotas marítimas (desde há muitos anos) para outros países sem qualquer compensação?”, referiu Trump, defendendo ainda: “Todos estes países deviam proteger os seus próprios navios naquela que foi sempre uma passagem perigosa”.

O estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Este mês, dois petroleiros, um norueguês e um japonês, foram alvo de ataques naquela zona.

Um mês antes destes recentes incidentes, outros quatro navios, incluindo três petroleiros, já tinham sido alvo de atos de sabotagem no mar de Omã.

A tensão entre o Irão e os Estados Unidos voltou a aumentar na quinta-feira com o derrube de um drone da Marinha norte-americana pelas forças iranianas, que levou Washington a preparar ataques aéreos retaliatórios, cancelados à última hora pelo Presidente Trump.

Prevista para esta segunda-feira está uma reunião à porta fechada do Conselho de Segurança da ONU, solicitada pelos Estados Unidos, para falar sobre os últimos desenvolvimentos relacionados com o Irão.

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