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Renault

O Renault 4L está de volta. Eléctrico e “rétro”

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Depois dos sucessos de modelos de outros tempos, com óbvia carga “rétro”, era de esperar que a Renault fizesse regressar à vida o popular 4L. E aqui está ele, ainda em concept, mas eléctrico.

O Mini e o Fiat 500 mostraram o caminho, pelo que é de esperar que outros modelos muito populares no passado regressem ao activo, mantendo traços das linhas originais, mas mais adaptados às necessidades modernas. Daí que seja sem espanto que se vê a Renault a preparar-se para relançar o 4L, o popular “quatrelle”.

Produzido entre 1962 e 1994, o 4L sempre se assumiu como um carro barato e simples, mas espaçoso e muito confortável. Com apenas 3,6 metros de comprimento, pesava somente 700 kg, o que lhe permitia deslocar-se com uma certa agilidade – mas não muita –, apesar de recorrer a motores a gasolina particularmente calmos, com capacidades entre 603 cc e 1.108 cc. O seu baixo peso e robustez permitiram-lhe ser muito popular para quem trabalhava no campo e não tinha meios de adquirir um jipe, uma vez que o 4L conseguia passar por cima de (quase) tudo.

Denominado e-Plein Air, o novo concept é fruto da colaboração entre a Renault Design e a Renault Classic e, como não podia deixar de ser, adere à moda dos veículos eléctricos. Mantendo uma estética decalcada das primeiras versões do 4L, o protótipo da Renault troca o pequeno motor a gasolina e aquela assustadora caixa de velocidades comandada pelo pouco prático “cajado” – a alavanca que ia do tablier até quase à chapa de matrícula –, por um motor eléctrico. A unidade em causa é a mesma que locomove o Renault Twizy, com apenas 17 cv e 57 Nm de força, o que obviamente não lhe permite ir muito longe e, muito menos, depressa, com a velocidade máxima a estar fixada nos 80 km/h.

Caso as reacções ao e-Plein Air sejam boas e a marca francesa se sinta finalmente motivada para avançar para a produção em série, o 4L moderno seria uma aposta curiosa, que obviamente teria um motor mais possante, uma bateria maior e o banco traseiro de que o e-Plein Air abriu mão.

Com uma carroçaria aberta, que parece ser executada em fibra de vidro, o mais provável é que este concept tenha sido construído sobre uma plataforma original de um 4L, tanto mais que até o tablier e o volante são herdados de um “quatrelle” dos anos 80. Só esperamos é que o facto de a Renault propor este concept com um investimento tão reduzido não seja um mau presságio para o renascimento do modelo, de que já se fala há muito.

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