Rádio Observador

PSOE

PSOE rejeita proposta “inviável” de Unidas Podemos para coligação em Espanha

Unidas Podemos propõe retomar do diálogo e continua a insistir numa vice-presidência e três ministérios. Socialistas afirmam que uma coligação não está em cima da mesa.

KIKO HUESCA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) rejeitou esta terça-feira a proposta do Unidas Podemos para uma coligação, que considera “inviável”, e convidou o partido a encontrar “outras fórmulas” que facilitem a governabilidade e um programa progressista.

O PSOE respondeu, em comunicado, à nova proposta apresentada esta terça-feira pelo Unidas Podemos “para retomar o diálogo” na qual insistem, mais uma vez, em ter uma vice-presidência e três ministérios.

Os socialistas consideram que a nova proposta é “muito próxima” em matéria programática, uma vez que integra muitas das medidas incluídas no discurso de investidura do chefe do executivo, Pedro Sánchez, mas, sublinham, “não contém nenhum avanço relativamente à posição que Unidas Podemos mantém desde o princípio”.

Esperamos que possa conseguir-se um acordo amplo para permitir desbloquear a situação política e que, rapidamente, Espanha conte com o governo que os espanhóis votaram de maioritariamente: um governo progressista, feminista, ecologista e europeísta liderado pelo PSOE”, disse.

Para os socialistas, uma coligação não está em cima da mesa: “Defendemos um único governo, com uma estrutura de funcionamento clara e eficaz que evite a existência de dois governos dentro do mesmo Conselho de Ministros”, lê-se no comunicado, que acrescenta que o fracasso na investidura “evidenciou a inviabilidade de um governo de coligação”.

A 25 de julho, o parlamento espanhol chumbou, pela segunda vez numa semana, a recondução como primeiro-ministro do socialista Pedro Sánchez, que tem até setembro para fazer uma nova tentativa.

Os socialistas frisam ainda “importantes diferenças” entre os dois partidos “em questões de Estado”, como a questão da Catalunha, sobre a qual, afirmam, “a proposta do PSOE é conhecida: diálogo dentro da legalidade, respeito pela Constituição e fortalecimento do estado autonómico”.

O Unidas Podemos enviou esta terça-feira uma nova proposta ao PSOE com “medidas programáticas e competências” para retomar o diálogo sobre a constituição de um governo de coligação.

A proposta contempla “quatro opções distintas” para a participação do Unidas Podemos na partilha de responsabilidades no executivo e uma proposta programática com base nos pontos que já tinham sido abordados com o PSOE no mês de julho.

No documento, divulgado esta terça-feira, o partido liderado por Pablo Iglesias identifica dez pontos essenciais para as negociações, entre os quais o fim da reforma laboral, a universalização da rede pública de escolas até aos três anos de idade, a “construção de um país feminista”, a colocação dos “espanhóis alheados” no centro das políticas do “novo governo” e a luta contra a corrupção.

A lista inclui ainda medidas sobre a descida do preço dos arrendamentos de casas, garantias sobre o direito à habitação, justiça social, “luta pela emergência climática” assim como dinamizar a ciência e a investigação e impulsionar “uma nova Europa mais democrática e social”.

O Unidas Podemos afirma no documento que os espanhóis votaram no passado dia 28 de abril para que os partidos políticos “dialoguem, negoceiem e alcancem acordos”, pelo que considera importante a negociação para se conseguir “um governo de coligação que trabalhe para as pessoas”.

Em Espanha, vive-se um impasse político desde as últimas eleições legislativas porque apesar da vitória o PSOE não conseguiu maioria parlamentar pelo que tem de conseguir pactos ou coligações no sentido de formar Governo.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)