O Exército de Libertação Popular (ELP) chinês realizou esta quinta-feira em Macau e em Hong Kong a rotação das suas tropas, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

A movimentação das tropas acontece no mesmo mês em que Pequim divulgou a mobilização de milhares de tropas chinesas em Shenzhen, cidade vizinha de Hong Kong, o que fez aumentar o receio de uma intervenção na ex-colónia britânica para travar os protestos pró-democracia e antigovernamentais, marcados por violentos confrontos com a polícia.

A agência de notícias oficial chinesa, contudo, indicou que esta movimentação da guarnição do ELP chinês em Macau e em Hong Kong foi “aprovada pela Comissão Militar Central” e “é uma rotação de rotina anual normal, de acordo com a Lei de Guarnição” das duas regiões administrativa especiais chinesas.

Esta é a 20.ª e a 22.ª vez que há rotação das tropas em Macau e em Hong Kong, respetivamente, uma por cada ano desde que os territórios regressaram à administração chinesa.

Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário. A transferência decorreu sob o princípio ‘um país, dois sistemas’, com o Governo central chinês a ficar responsável pelas relações externas e defesa.