Rádio Observador

Jihadismo

Dezenas de “jihadistas” europeus condenados serão libertados até 2023

Dos 199 "jihadistas" detidos e condenados por terrorismo desde 2015 em 11 países europeus, 57% vão ser libertados antes do final de 2023, segundo relatório da organização não-governamental Globsec.

Especialistas da ONG basearam o seu trabalho numa base de dados que contem os nomes e antecedentes de 326 jihadistas europeus

MOHAMMED SABER/EPA

Mais de metade dos 199 jihadistas europeus detidos e condenados por terrorismo desde 2015 serão libertados antes do final de 2023 e “representam um problema para os serviços de segurança”, alertou a organização não-governamental (ONG) eslovaca Globsec.

Num relatório que a agência France-Presse cita hoje, a organização diz que, dos 199 jihadistas detidos e condenados por terrorismo desde 2015 em 11 países europeus, 57% vai deixar a prisão antes do final de 2023.

Os especialistas basearam o seu trabalho numa base de dados que contém os nomes e antecedentes de 326 jihadistas europeus identificados desde 2015.

Destes, 199 foram presos e condenados, 39 expulsos de algum país por causa das suas ligações terroristas, 50 morreram em ataques em 11 países da União Europeia (Áustria, Bélgica, Bulgária, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Países Baixos, Espanha e Reino Unido) e 38 estão em liberdade e são procurados pelas autoridades.

No relatório intitulado “Jihad europeia: futuro do passado” e publicado na terça-feira, a Globsec considerou que “a Europa claramente não venceu a sua guerra contra o terrorismo”.

“A jihad europeia envolve um número significativo de indivíduos que tiveram longas carreiras terroristas e cometeram vários crimes”, salienta o relatório acrescentando que “provavelmente continuarão a fazê-lo após a libertação”.

“Das 199 pessoas do nosso painel que foram condenadas por terrorismo, 57% serão libertadas da prisão antes do final de 2023. E 45 já foram, depois de serem condenadas a sentenças curtas“, refere o relatório.

Segundo os especialistas da Globsec, esses jihadistas “não voltarão automaticamente para as suas atividades terroristas anteriores a 2015”.

“Algumas pessoas podem sair da prisão por terem perdido as suas crenças ou ficarem assustadas com as consequências de retomar as atividades ilegais. As autoridades terão, portanto, que lidar com os seus casos individualmente”, acrescentaram.

O relatório está disponível no portal da Globsec: https://www.globsec.org/publications/european-jihad-future-of-the-past-from-criminals-to-terrorists-and-back-final-report/

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Racismo

Portugal não era nem é racista

João Pedro Marques

Será o racismo um problema real, tanto no tempo de Vasco Santana como agora, ou foi a nossa noção de racismo que mudou a tal ponto que tendemos a chamar racismo a coisas que o não eram e o não são? 

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)