O presidente do partido Aliança, Pedro Santana Lopes, defendeu esta quarta-feira que os privados devem ter “estímulos fiscais para poderem construir nas cidades”, de forma a resolver os problemas ligados ao acesso à habitação a custos controlados.

Apesar de salientar que, na habitação, “têm que ser os municípios a promover” a construção a custos controlados, o líder do Aliança defendeu que a solução também passa pelos “privados terem estímulos fiscais” para “poderem construir nas cidades”. Pedro Santana Lopes falava numa ação de campanha do partido aliança na Praça Duque de Saldanha, em Lisboa.

O líder do Aliança destacou ainda que os preços de construção e de venda devem assegurar a “devida concorrência, porque hoje em dia a vontade de investir em Lisboa” para vender a preços, que não quer dizer “especulativos, mas muito altos, é muito grande”.

“Tem de ser uma articulação entre poder central, poder local e privados. Mas a parte fiscal, e de licenças de construção também, dos custos de construção dos privados, para casas a custos controlados” deve ser estimulada, defendeu Santana Lopes.

O cabeça de lista do partido por Lisboa referiu ainda que quem deve beneficiar das melhorias na cidade “não podem ser só os ricos e os turistas” ou “estrangeiros” que “vêm para cá viver de vez em quando”.

Nós não somos contra, adoramos ter cá estrangeiros, turistas, agora… Gostamos mais de ter cá os portugueses, as suas famílias”, admitiu o candidato.

Pedro Santana Lopes relembrou também os seus tempos como presidente da Câmara Municipal de Lisboa (2002 a 2004, e sete meses em 2005), referindo a construção, por exemplo, de “800 fogos para habitação social” em três anos, no bairro da Ameixoeira.

“A minha política, na altura, na câmara, e defendo-a hoje na mesma, foi a política dos bairros. Que cada bairro seja autossustentável, que tenha o espaço desportivo, o espaço cultural, tenha a escola, tudo aquilo que possa implicar menos deslocações na cidade”, afirmou.

Sobre as perspetivas eleitorais do seu partido, Santana Lopes quer ir buscar votos “a todos” os eleitores, incluindo de outros partidos, “mas também aos indecisos e dos abstencionistas”. “Gostava muito que fosse, principalmente, aos abstencionistas. Seria bom para a democracia e bom para a Aliança”, manifestou.

O antigo líder do PSD referiu também que a opção “é a continuidade ou não da frente de esquerda”, acrescentando que não acredita na “peça de teatro” da ‘zanga’ entre os partidos de esquerda.