Os Estados Unidos anunciaram esta quinta-feira sanções contra o ex-presidente cubano e líder do Partido Comunista de Cuba, Raul Castro, “por envolvimento em graves violações dos direitos humanos”, quando era ministro da Defesa.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, acusou esta quinta-feira Raul Castro pelo seu envolvimento “em graves violações dos direitos humanos e corrupção”, dizendo que o Departamento de Estado norte-americano o coloca sob sanções, assim como aos seus filhos.

As acusações referem-se a um incidente ocorrido em 24 de fevereiro de 1996, quando as Forças Aéreas de Cuba abateram dois aviões matando três cidadãos norte-americanos e um cubano.

Na altura, Raul Castro, agora líder do Partido Comunista de Cuba (o único partido legal no país), era ministro das Forças Armadas Revolucionárias, o que o tornou o responsável político pelo incidente, de acordo com uma sentença dessa época de um tribunal federal dos EUA.

Os Estados Unidos impuseram sanções económicas após a vitória das forças revolucionárias cubanas, em 1959, que foram amenizadas pela intenção de retoma de relações diplomáticas, em 2014, no mandato do Presidente Barack Obama, agora questionada pelo atual Presidente, Donald Trump.