Mais de 40% dos portugueses admitem que se sentiriam totalmente desconfortáveis no caso de um dos seus filhos ter uma relação amorosa com alguém do mesmo sexo. Os dados são revelados pelo último estudo de opinião do Eurobarómetro sobre discriminação na União Europeia, citados pelo Correio da Manhã.

Próximos destes valores, para os portugueses só se encontra o desconforto de ver um filho a assumir uma relação íntima com alguém de etnia cigana (39%) ou com um muçulmano (34%).

Ainda que, segundo o último Eurobarómetro, a sociedade europeia esteja a tornar-se mais tolerante, a maioria dos europeus acredita que a discriminação é uma coisa comum, sendo que 67% dos portugueses reconhecem que a discriminação em função da etnia está profundamente generalizada no país.

A percentagem sobe ainda mais quando se fala de tolerância em relação à orientação sexual: nestes casos, 71% dos portugueses acreditam que há discriminação no nosso país. Em relação ao local de trabalho, 17% dos inquiridos dizem sentir-se totalmente desconfortáveis em trabalhar com alguém de etnia cigana, 15% em partilhar o local de trabalho com um muçulmano e há também quem diga sentir-se desconfortável em ter um colega com uma orientação sexual diferente da sua (11%).

Já mais de metade dos portugueses (57%) admite estar totalmente confortável com a hipótese de ter um gay, lésbica ou bissexual a assumir o cargo de Presidente da República.

O Eurobarómetro fez mais de 27 mil entrevistas nos 28 Estados-Membros, cerca de mil eram portugueses.