Uma mulher de 29 anos, grávida, foi morta por cães numa floresta a 55 quilómetros de Paris enquanto passeava os seus próprios animais durante uma caçada que também incluía cães.

O corpo foi encontrado no sábado pelo namorado, a quem a mulher terá ligado a relatar a presença de “cães ameaçadores”, numa floresta preto de Villers-Cotterêts. O procurador francês encarregue do caso esclareceu que a causa de morte foram hemorragias derivadas de dentadas de cães nos membros superiores, inferiores e na cabeça. Havia também a presença de dentadas postmortem.

Elisa Pilarski estaria a circular ao mesmo tempo que nas proximidades decorria uma caçada a veados, que envolvia o uso de cães de caça, enquanto passeava os seus próprios animais.

A polícia já abriu uma investigação de homicídio e testou alguns dos animais que estariam na caçada, bem como os três cães que a própria mulher estava a passear, de acordo com o L’Union. Mas a associação de caça francesa afirma que não estão presentes indícios de que o ataque terá sido levado a cabo por cães de caça. Ao todo foram testados 93 cães para comparar as marcas das mordidelas.

Pelo contrário, a ex-actriz Brigitte Bardot, presidente de uma associação de bem-estar animal criada pela própria já se declarou “chocada” e escreveu uma carta à ministra para a Transição Ecológica francesa em que pede a suspensão de todas as licenças de caça para o resto da temporada. A associação de caça francesa insiste, no entanto, que tanto quanto sabe “o trágico acidente nada tem a ver com os seus cães, nem com cães de caça”. França tem registados mais de 30 mil cães de caça “treinados para caçar animais específicos e obedecer a pessoas em qualquer circunstância”.

O Facebook de Elisa Pilarski está entretanto a ser utilizado como um mural para homenagens póstumas. Na página pessoal da mulher de 29 anos é visível o apreço e ligação de Elisa para com os seus seis cães.