Os comerciantes da Baixa de Lisboa esperam ter um bom ano no que diz respeito às vendas de Natal, considerando que as iluminações festivas são atrativas para chamar os consumidores à zona histórica da cidade, bem como outras atividades. “A expectativa de um comerciante é sempre que seja melhor do que o ano anterior, porque o comerciante é um otimista por natureza”, afirmou à agência Lusa o vice-presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP), Vasco Melo.

De acordo com Vasco Melo, a ADBP já tem feito várias iniciativas no centro de Lisboa de forma a chamar as pessoas ao comércio tradicional. “Temos feito já várias coisas, como o Mercado de Natal na Praça do Rossio e um outro mercado de diversos produtos, nomeadamente de produtos alimentares e artesanato, na Praça da Figueira”, salientou o dirigente, acrescentando que “a iluminação de Natal faz com seja atrativo” ir fazer compras à Baixa.

Já o presidente da Associação de Valorização do Chiado (AVChiado), Victor Silva, reconheceu que o comércio de rua está dependente de novas iniciativas, como a Black Friday, e admitiu que o desejado é que as vendas sejam sempre melhores do que no ano anterior. “Em relação aos anos anteriores, como não foram bons, pior não se pensa que seja, porque o inverno começou com chuva e frio e isso é bom em alguma medida para o comércio”, disse à Lusa Victor Silva.

Para o presidente da AVChiado, o comércio de rua não consegue acompanhar as campanhas das grandes superfícies por causa das promoções. “Os saldos agora já começam em qualquer altura… Há empresas [em centros comerciais] que fazem saldos antes do Natal”, assegurou, adiantando que também “há muita gente que compra online“.

Questionado sobre se os turistas acrescentam algo ao comércio tradicional, Victor Silva vincou que “o turismo não resolve a questão” e que “apenas substitui” o consumidor português. “O turismo não vem acrescentar, apenas substitui e ao substituir, em muito casos, não substitui tão bem. Na restauração, substitui bem, na hotelaria, substitui bem, no comércio, nem por isso, porque as pessoas não vêm a Portugal para fazer compras”, concluiu.