Os descendentes de Giovanni Agnelli, um dos fundadores da Fiat, que hoje controlam a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) – além da Ferrari, dos jornais italianos La Stampa e Corriere dela Sera, do britânico The Economist e do clube de futebol Juventus, onde joga o português Cristiano Ronaldo – juntaram-se ao esforço italiano no combate contra o coronavírus. Num país a braços com diversas faltas para enfrentar eficazmente a virose que já infectou mais de 33 mil pessoas e fez 3400 mortes, os 10 milhões de euros doados pelos Agnelli ao departamento italiano de protecção civil poderão certamente fazer a diferença e salvar pessoas.

Apesar do esforço que se saúda, pois outras famílias – italianas e não só – com mais posses ainda não acharam importante ajudar neste combate, é pouco provável que a família de um dos homens mais respeitados de Itália venha a passar por dificuldades por ter avançado com este contributo.

Segundo a Bloomberg, a sua fortuna está avaliada em 9000 milhões de euros, tendo subido 800 milhões com a fusão com a PSA. Quer isto dizer que os Agnelli contribuíram com 0,1% da sua fortuna para atenuar a pandemia que assola o seu país.