Numa altura em que se prepara para lançar no mercado nacional o novo Golf, o seu modelo mais vendido na Europa e, também, em Portugal, a Volkswagen procura contrariar o “arrefecimento” da procura com o lançamento de um novo serviço de entrega do automóvel adquirido, mais adaptado às actuais circunstâncias: os concessionários da marca garantem que o veículo é deixado à porta do domicílio do comprador.

Segundo a SIVA, “o serviço ‘Volkswagen à porta’ é gratuito e está disponível nos concessionários Volkswagen aderentes em todo o país”, representando não só comodidade como também uma medida de segurança acrescida para o cliente. Contudo, não é especificado qual o protocolo de higienização associado ao serviço. Recorde-se que, na China, por exemplo, a Geely lançou uma iniciativa semelhante, garantindo inclusivamente que a entrega das chaves do carro novo era efectuada sem qualquer contacto.

Coronavírus. Vendas em baixa? Chaves do carro já “caem” do céu

Esta novidade surge num momento em que a Volkswagen arranca com a comercialização da oitava geração do Golf, compacto que já está disponível no mercado português e que, também fruto do confinamento a que o país está votado, será apresentado em live streaming, quinta-feira a partir das 16h30, no site da marca.

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Também aí, os clientes vão poder encontrar “oportunidades online, para um número limitado de carros novos, a preços especiais, válidos mediante reserva no site”, sendo que, mesmo adquiridos em condições mais atractivas, estes automóveis continuam a usufruir do serviço de entrega ao domicílio.

Estas iniciativas ocorrem num momento de adaptação dos fabricantes aos desafios levantados pela pandemia, que fechou fábricas e stands, com consequências negativas nas vendas. Dados hoje divulgados pela Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP) revelam que, em Março, o mercado nacional derrapou 56,6% face ao mesmo mês de 2019. É o primeiro “afundanço” motivado pelo coronavírus, com a ACAP a ressalvar que, apesar de se terem transaccionado apenas 12.399 viaturas, ainda assim este número inclui “muitos veículos cujas encomendas tinham sido efectuadas antes da pandemia do coronavírus”. Ou seja, o pior está por vir.