Portugal tem 18.841 casos confirmados de Covid-19, segundo o Relatório da Direção Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica em Portugal desta quinta-feira, dia 16 de abril. Houve um aumento de 750 casos, num acréscimo percentual de 4,1%, mais 0,4% do que na véspera. Já o número de mortes subiu de 599 para 629, mais 30, com especial incidência no Norte, o que fez também subir mais uma vez a taxa de mortalidade para 3,34% (3,31% na véspera). O número de casos recuperados, que subira para 383 ontem, é de 493, mais 110 casos.

Boletim DGS. Madeira não regista testes positivos há cinco dias, Norte concentra 70% dos novos casos

Entre as outras variáveis, nota para o aumento de casos internados e em UCI entre 8,5% e 10,1%; para o decréscimo no número de casos que aguardam resultados ou nos contactos em vigilância pelas autoridades de saúde; para a passagem de Lisboa a concelho com mais testes positivos de Covid-19; e para a evolução da pandemia na Madeira, que tem agora apenas 53 casos ativos, menos seis do que os 59 que registara cinco dias seguidos.

Ainda assim, o principal destaque acaba por ser o maior aumento bruto (mais um esta semana) do número de casos recuperados, 110 em relação a ontem. Apenas em cinco dias, Portugal passou de 233 recuperados para 493, mais do dobro. Em paralelo, e no dia em que se assinala um mês da primeira vítima de Covid-19 em Portugal (Mário Veríssimo, ex-enfermeiro e massagista do Estrela da Amadora que passou pela Ortopedia de Santa Maria na década de 70), nota também para a evolução da taxa de mortalidade, que subiu 1,03% nas últimas duas semanas.

Dos sapatos que só viu aos dez anos às cabeças de garoupa com Jesus: quem era Mário Veríssimo, ou Foca, a primeira vítima por Covid-19

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O que tem mesmo de saber sobre o coronavírus em Portugal

A análise do Relatório da Direção Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica em Portugal desta quinta-feira, dia 16 de abril, pode ser feita através de vários pontos distintos, a saber:

Número total de casos, mortes e recuperados

Casos recuperados voltam a subir 28,7%. Portugal tem 18.841 casos confirmados de Covid-19, segundo o Relatório da Direção Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica em Portugal desta quinta-feira, dia 16 de abril. Houve um aumento de 750 casos, num acréscimo percentual de 4,1%, mais 0,4% do que na véspera. Já o número de mortes subiu de 599 para 629, mais 30, com especial incidência no Norte, o que fez também subir mais uma vez a taxa de mortalidade para 3,34% (3,31% na véspera). O número de casos recuperados, que subira para 383 ontem, é de 493, mais 110 casos – mais 28,7%, naquele que foi o maior aumento bruto em 24 horas.

Caracterização dos óbitos

Oitava vítima no país abaixo dos 50 anos. Mantém-se a incidência nas pessoas acima dos 70 anos (28 das 30 mortes neste Boletim), que representam 86,5% das 629 mortes por Covid-19 no país (413 acima dos 80 anos, 131 entre os 70 e os 79 anos). Assim, houve apenas duas vítimas no Boletim de hoje fora dessas duas faixas, a oitava abaixo dos 50 anos e mais uma entre os 60 e os 69 anos. A nível de regiões, o Norte continua a ser a que conta com mais óbitos (mais 16, num total de 355), seguida da região Centro, que teve a maior subida percentual do dia (mais dez, num total de 146), e da região de Lisboa e Vale do Tejo (mais quatro, num total de 115).

Caracterização do número de casos por região

Porto passa barreira dos 11 mil infetados, Madeira com menos seis casos. O Norte voltou a ser (mais uma vez de forma mais acentuada) a região com o maior aumento de casos em termos brutos, 486 num acrescento de 4,5% para um total de 11.237, mais do dobro do que todas as outras regiões do país. Registaram-se mais 135 casos em Lisboa e Vale do Tejo (subida de 3,3%, num total de 4.237) e mais 127 no Centro (aumento de 4,8%, num total de 2.756). De registar que neste Boletim a Madeira surge com apenas 53 casos, menos seis do que o número dos últimos cinco boletins da DGS. Os restantes aumentos por regiões foram quase residuais: cinco no Sul, num total de 300; dois nos Açores, num total de 102; e um no Alentejo, num total de 156.

Número de países e casos importados

Mais seis casos importados, metade do Brasil. Ao contrário do que se passou na terça-feira, onde não houve evolução a nível de casos importados e países, o Boletim de hoje apresenta um aumento de mais seis casos (ontem tinham sido 16), elevando o número de casos importados para 729 de 48 países. A maior subida registou-se no Brasil, que teve mais três casos para um total de 30. Houve também mais dois casos registados de França, que passa a ter um total de 127, e mais um dos Estados Unidos, que passa para 23. Espanha continua a ser o país com mais casos importados, num total de 170, seguido de França (127) e Reino Unido (81).

Número de casos por grupo etário

Apenas 18,4% de novos casos acima dos 70 anos. Num dia em que a faixa de infetados entre os 50 e os 59 anos continua a ter a maior predominância em relação a todas as outras (3.279), embora que com números muito semelhantes à faixa entre os 40 e os 49 anos (3.267), registou-se um total de apenas 18,4% de novos casos acima dos 70 anos (quase menos 4,8% do que na véspera), entre a faixa dos 70 aos 79 anos (mais 42, num total de 1.715) e acima dos 80 anos (mais 96, num total de 2.837). Ao contrário do que tinha acontecido na segunda e na terça-feira, a faixa acima dos 80 anos foi apenas a quarta com o maior crescimento bruto de casos nas últimas 24 horas (96), atrás da faixa entre os 50 e os 59 anos (146), da faixa dos 40 aos 49 anos (143) e da faixa dos 30 aos 39 anos (118).

Número de casos internados e nos cuidados intensivos

Novo aumento dos casos internados e em UCI. Depois de um Boletim esta terça-feira que contrariou a tendência dos últimos dias, em que o número de casos internados ou nos Cuidados Intensivos voltou a subir, houve mais uma vez uma estabilização nesses valores com decréscimos em ambos os casos na quarta-feira e agora uma nova subida: registam-se mais 102 casos internados nas últimas 24 horas (aumento de 8,5%, num total de 1.302) e mais 21 casos em Unidades de Cuidados Intensivos (descida de 10,1%, num total de 229).

Número de casos suspeitos, não confirmados, em vigilância e a aguardar resultados

Contactos em vigilância e casos a aguardar resultado descem. Depois da subida bem visível em alguns parâmetros esta quarta-feira, os números voltaram hoje a estabilizar por baixo e houve um acréscimo de apenas 2,6% entre o número de casos suspeitos (mais 3.923, num total de 154.727) e o número de casos não confirmados (mais 3.323, num total de 131.976). Houve ainda mais duas variações negativas nestes parâmetros mais globais apresentados: o número de casos a aguardar resultado desceu 3,7%, menos 150 para um total de 3.910, e o número de contactos em vigilância com as autoridades de saúde caiu 0,3%, menos 79 para um total de 26.065.

Caracterização dos casos por género

59% dos casos confirmados são mulheres. Continua a confirmar-se uma tendência de distribuição por género em Portugal: a percentagem de mulheres infetadas tem vindo a subir de forma ligeira e gradual, com mais 154 mulheres do que homens infetados apenas em relação a este novo Boletim num total de mais 3.403 casos positivos em mulheres (num total de 11.122 casos, 59% dos 18.841 em Portugal).

Número de casos por concelho

Lisboa volta a ser o concelho com mais casos registados. O Porto tornou-se o concelho com mais casos positivos confirmados de Covid-19 esta segunda-feira mas deixou de ser esta quinta-feira, de acordo com o Boletim divulgado hoje: Lisboa, que registou mais 34 casos, tem agora um total de 996, mais oito do que o Porto (988, mais oito do que ontem). As maiores subidas do dia registaram-se de novo em Braga, que conta com mais 83 casos em relação à informação de ontem num total de 775 casos, em Gondomar, com mais 39 casos num total de 777, e em Ovar, com mais 32 casos num total de 487. De acrescentar que esta quinta-feira, depois dos concelhos de Guimarães (262), Loures (231) e Aveiro (227), também a Amadora ultrapassou a fasquia dos 200 casos (205).

Caracterização dos casos confirmados por sintomas

Tosse e febre continuam como principais sintomas. Os sintomas apresentados entre os casos de testes positivos (com informação respeitante a 82% desses casos, a mesma percentagem da véspera, como é referido) mantêm-se quase inalterados em relação aos últimos dias, com uma preponderância maior de tosse (56%, mais 2%) e febre (41%, mais 1%), seguidas de dores musculares (29%, mais 1%) e cefaleia (25%). Fraqueza muscular (24%, mais 1%) e dificuldades respiratórias (17%, mais 1%) são os sintomas com menor taxa de incidência.