O Instituto de Aeronáutica Civil da Venezuela (INAC) anunciou que as operações aéreas vão continuar a ser limitadas no país até 12 de setembro devido à pandemia da Covid-19.

O INAC, cumprindo as diretrizes do Executivo Nacional, para continuar a garantir a segurança do povo venezuelano e a dar o apoio necessário durante a atual contingência perante a pandemia da Covid-19, informa a extensão da restrição às operações aéreas no território nacional por 30 dias”, indicou em comunicado, divulgado na quarta-feira em Caracas.

Segundo o INAC, “ficam isentas operações em estado de emergência, voos de carga e de correio, aterragens técnicas, voos humanitários, repatriação ou voos autorizados pelas Nações Unidas e a passagem aérea de voos de carga e comerciais”.

O documento sublinhou que, como medida preventiva para evitar a propagação do novo coronavírus, os passageiros naqueles voos “deverão cumprir a quarentena social coletiva sob estrita supervisão do Estado, assim como submeter-se às avaliações médicas correspondentes”.

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“Os voos excetuados deverão contar com uma pré-autorizaçãoda autoridade aeronáutica venezuelana, e das autoridades sanitárias e de migração”, salientou.

O INAC adiantou que os “aeroportos de Maiquetía [a norte de Caracas], Maracaibo, Porlamar, Barcelona, Barquisimeto, Valência, Punto Fijo, San António del Táchira, Santo Domingo, Puerto Ordáz, Maturín e Caracas [a sul da capital]” estão fechados aos voos internacionais para prevenir a Covid-19.

As autoridades venezuelanas registaram 27.938 casos da doença e 238 mortes, tendo sido dadas como recuperadas 19.706 doentes. A Venezuela está desde 13 de março em estado de alerta, o que permite ao executivo decretar “decisões drásticas” para combater a pandemia.