Quando as medidas do novo confinamento nacional foram decretadas e os espaços de restauração foram obrigados a encerrar, o restaurante LAPO, em Lisboa, contestou a decisão e recusou fechar, argumentando que as restrições eram “desproporcionais” e “barbaramente contraproducentes”. Esta quarta-feira, os proprietários do restaurante decidiram organizar uma manifestação.

Os donos do restaurante, que entretanto decidiram encerrá-lo temporariamente, partilharam vídeos nas redes sociais em que é possível ver dezenas de pessoas à porta do restaurante a protestar contra o encerramento do espaço. Muitos dos presentes não usam sequer máscara, segundo as imagens divulgadas.

A PSP também esteve no local e colocou-se em frente à porta do restaurante.

Contestando a decisão do encerramento dos restaurantes durante o confinamento, os donos do LAPO afirmaram, no comunicado que anunciava que o espaço iria fechar, que não havia qualquer prova que demonstrasse que os restaurantes fossem “focos de contágio”.

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Os responsáveis pelo espaço incorrem numa multa de entre dois mil e 20 mil euros pela decisão de manterem o restaurante aberto durante o confinamento.

Restaurante de Lisboa que esta sexta-feira desafiou confinamento e se manteve a funcionar vai encerrar temporariamente

Entretanto o Observador falou com um dos proprietários do espaço, António Guerreiro, que explicou que não houve nenhuma multa a ser passada pela polícia presente na manifestação — “Não, nenhuma. Tudo bluff: tática de intimidação eficaz para cidadãos desinformados” — e que tudo acabou por terminar de forma tranquila, “pacificamente”. António Guerreiro acrescentou que  “o problema não são os polícias no terreno” mas sim “as estruturas superiores e o Governo”. Esclareceu ainda que o motivo deste protesto prendia-se com a vontade de “inspirar coragem para juntos enfrentarmos a verdadeira ameaça: o totalitarismo”, e prometeu mais desenvolvimentos para o futuro: “Está em curso uma revolução de consciência. O Mundo inteiro vai desobedecer. E far-se-á justiça.”