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A agência norte-americana FBI (Federal Bureau of Investigation) está a oferecer um total de 22 milhões de dólares (quase 19 milhões de euros) por qualquer tipo de informação que leve à captura dos 10 fugitivos mais procurados. Desse montante, 20 milhões são apenas para tentar levar à justiça Rafael Caro-Quintero.

Atualmente, os 10 fugitivos mais procurados do FBI, segundo o site da instituição, são: Arnoldo Jimenez, Jason Derek Brown, Alexis Flores, Jose Rodolfo Villareal-Hernandez, Eugene Palmer, Rafael Caro-Quintero, Bhadreshkumar Chetanbhai Patel, Alejandro Rosales Castillo e Robert William Fisher.

Mais de 500 criminosos fugitivos já constaram nesta lista (10 Most Wanted fugitives), criada em 1950, por Edgar Hover.

A denção mais recende de um destes procurados foi em agosto de 2020, quando foi detido Yaser Abdel Said, um taxista suspeito de matar as suas filhas adolescentes. O jornal norte-americano BBC diz que o FBI revelou que o homem de 63 anos conduziu as suas filhas até Irving (Texas), sob o pretexto de levá-las a comer, onde matou cada uma dentro do seu táxi.

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O objetivo da lista é oferecer ao público a maior quantidade de informação possível sobre estas pessoas “particularmente perigosas”.

Para constar nesta lista, a divisão de investigação criminal pede a 56 departamentos regionais que apresentem candidatos. A informação é depois revista por agentes especiais e enviada ao executivo.

A recompensa mínima oferecia por informação que leve à detenção dos fugitivos, é de 100 mil dólares (cerca de 86 mil euros). A partir deste valor, não existe um limite determinado limite, isto pois, como adianta o jornal espanhol, por Rafael Caro Quintero, um dos maiores narcotraficantes da história, o FBI ofereceu 20 milhões de dólares (pouco mais de 17 milhões de euros).

O mexicano foi o fundado do “cartel guadalajara” e foi o primeiro a enviar para os EUA quantidades significativas de droga.

Por Osama bin Laden, os norte-americanos ofereciam 25 milhões de dólares (21,5 milhões de euros) por qualquer informação que levasse à sua captura.

Segundo o jornal El Confidencial, para entrarem, os sujeitos têm de ser considerados uma “particular ameaça para a sociedade”.

Como aponta o jornal espanhol, a lista surge pela primeira vez quando um jornalista da (atual) United Press International, contactou o FBI para saber os nomes dos principais criminosos procurados. O então diretor do FBI, Edgar Hoover, pôs em marcha a criação da lista, que vai sendo atualizada ao longo do tempo.

A primeira pessoa a constar na lista foi Thomas James Holden, acusado de assassinar a sua mulher, assim como o irmão e o meio irmão da mesma.