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A abertura faseada da CUF Tejo começa no dia 28 de setembro

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

A abertura faseada da CUF Tejo começa no dia 28 de setembro

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

75 anos depois, a CUF Infante Santo vai fechar portas. Reportagem no novo hospital privado de Lisboa /premium

A CUF Infante Santo vai ser substituída por um novo hospital privado, construído de raiz. Com um investimento de 170 milhões de euros e aparelhos únicos, a CUF Tejo abre portas na segunda-feira.

A pouco menos de uma semana da abertura oficial do hospital CUF Tejo, em Lisboa, a azáfama é muita. São dezenas os profissionais da construção civil e de empresas de mudança a circular de um lado para o outro pelos largos corredores brancos de todo o edifício, mas especialmente na área da Urgência, que ainda está a ser finalizada. Há quem aproveite para dar mais uns retoques, seja a lixar paredes brancas, seja a aspirar o espaço sobre o teto falso. Todos de máscara, estes funcionários cruzam-se com outros, que aproveitam para ir limpando o pouco que podem nesta zona onde ainda decorrem obras.

Apesar de estarmos no mesmo piso, a agitação já não é tanta quando se chega à entrada principal do edifício, que está virada para a avenida 24 de julho. Junto à receção estão alguns funcionários do hospital a visitar o local, nomeadamente um grupo de cinco administrativas que está a receber uma “visita guiada” pelos vários postos de trabalho. Será por esta porta que será feito o acesso ao novo hospital, já a partir de segunda-feira, 28 de setembro. Quem entre pelas portas envidraçadas irá dar de caras com imagens dos painéis de Leopoldo de Almeida, tão característicos da receção da CUF Infante Santo e que mais tarde serão transferidos para a CUF Tejo, que irá substituir aquele hospital inaugurado em 1945.

Os painéis de Leopoldo de Almeida representam várias áreas da Medicina, como a cirurgia, a pediatria, a medicina do trabalho, a investigação

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

Quando o Observador visitou a nova unidade de saúde do grupo CUF, a entrada era feita pela porta da Urgência, junto às enormes letras brancas com o nome do hospital, viradas para a avenida da Índia e para o rio Tejo, mas no dia da abertura ainda não será possível aceder a esta parte do edifício. Para já, o hospital abrirá apenas as áreas de ambulatório, ou seja, as consultas externas e os exames, como análises clínicas e Imagiologia, e o hospital de dia oncológico. O resto, da Urgência ao Bloco Operatório, passando pelas alas de Internamento e a Unidade de Cuidados Intensivos, só estará disponível no final do ano. Quando tudo estiver a funcionar, fecham-se definitivamente as portas do hospital da Infante Santo.

Desde o interior do edifício, na zona junto à entrada principal, João Paço, diretor clínico da CUF Infante Santo e da CUF Tejo, chama a atenção para a passagem de um antigo elétrico, visível através da fachada em vidro. Diz que lhe faz lembrar a infância, passada no bairro de Belém: “Foi assim que percebi que estava em casa“.

João Paço, diretor clínico da CUF Infante Santo e da CUF Tejo, junto à entrada da Urgência da nova unidade

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

João Paço é diretor clínico do hospital onde nasceu. Agora vai dirigir a CUF Tejo

Em entrevista, no seu gabinete na Direção Clínica da Infante Santo, no edifício da Travessa do Castro, com um invejável terraço com vista para o Tejo, o médico assume “alguma nostalgia” ao deixar para trás o hospital onde trabalha exclusivamente há 25 anos. “Para não dizer uma grande nostalgia, mas é a vida e era isto que nós desejávamos“, assegura João Paço, recordando que, de há sete anos para cá, todos os anos tinha uma conversa com o presidente do Conselho de Administração, Salvador de Mello, a insistir para a que fosse criado um novo hospital.

O otorrino, que se jubilou no ano passado, fez a sua carreira hospitalar e académica ligada ao hospital de Santa Maria: tirou o curso e começou a dar aulas ainda era estudante, até se tornar “assistente de Otorrino, doutorado em Otorrino e professor doutor”. Nos anos 90, porém, passou a dar aulas na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Depois de ajudar em algumas cirurgias na Infante Santo, decidiu trabalhar, ainda que a tempo parcial, no hospital.

Achei que devia ir fazer medicina privada. O tradicional era o médico estar de manhã em Santa Maria e à tarde e fazer medicina privada algures [num consultório privado] nas avenidas”, recorda o especialista, que até então tinha optado por manter uma carreira exclusivamente dedicada ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Foi através do professor João Lobo Antunes, que fez parte do júri do seu doutoramento, que chegou à CUF Infante Santo.

“Fico com um pé em Santa Maria durante cinco anos. Entrava lá às 8h30, saía de lá às três e meia da tarde, e começava aqui as minhas consultas às quatro”, conta o otorrino, destacando o ambiente calmo e os bons equipamentos que encontrou na Infante Santo. “Coisas que não tinha com aquela facilidade no público.”

João Paço começou a trabalhar a tempo inteiro na CUF Infante Santo em 1995

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

A saída definitiva do SNS dá-se em 1995. Foi chamado pelo administrador, que lhe perguntou o que seria preciso para o fazer mudar-se definitivamente para a Infante Santo: “Em três folhas A4 desenhei um serviço de Otorrino. Um serviço que teria de ter — na altura éramos três — pelo menos mais seis médicos, espaço físico e teria que ter qualidade suficiente para ter idoneidade pela Ordem dos Médicos, para um dia mais tarde despertar a atenção das universidades e ter alunos”.

Duas semanas depois, para espanto de João Paço, acederam ao seu pedido e o especialista começou a trabalhar exclusivamente no hospital onde ele próprio tinha nascido em 1948, três anos após a inauguração. Apesar de o hospital ter sido projetado para dar resposta aos 80 mil colaboradores e familiares da Companhia União Fabril (CUF), explica, “logo desde o início teve também uma vertente privada”.

“Houve desde logo uma grande preocupação com a qualidade, com a inovação e isso transparece ao longo da história da CUF”, contextualiza João Paço ao Observador. Agora, o foco na inovação volta a estar presente na CUF Tejo. Assente num edifício criado de raiz, com uma área superior a 75 mil metros quadrados, o hospital vai contar com mais de 1.700 profissionais, 178 gabinetes de consulta e exames, 213 camas em nove alas de Internamento, 14 camas de Cuidados Intensivos e 10 salas de Bloco Operatório, incluindo uma sala híbrida — que permite a utilização de exames de imagem durante os procedimentos —, uma de cirurgia robótica e outra “com espectatório”, onde os profissionais vão poder assistir às cirurgias dos colegas, como nos habituámos a ver nas séries americanas sobre hospitais.

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170 milhões de euros e equipamentos únicos em Portugal

A CUF Tejo, que resulta de um investimento superior a 170 milhões de euros, irá contar ainda com Urgência 24 horas para adultos, uma Urgência pediátrica, que funcionará de segunda-feira a sábado, das 8h30 às 21h, dois hospitais de dia — um oncológico e outro médico — e um serviço de Imagiologia. Este último é um dos serviços que irá começar a receber doentes já na segunda-feira. Por isso mesmo, à passagem do Observador, os técnicos de diagnóstico vão ultimando os últimos detalhes, de volta dos aparelhos, que, tal como 95% dos equipamentos da unidade, são novos. “Estão a testar as potencialidades clínicas do equipamento”, explica Marco Costa, técnico coordenador de Radiologia, com um berbequim em som de fundo.

Numa das máquinas de ressonância magnética está um voluntário deitado enquanto, do outro lado do vidro, três técnicas se inclinam sobre o ecrã de computador a analisar as imagens recolhidas. A escassos metros, mais um grupo de técnicos de olhos pregados nas imagens do computador. Noutra sala ao lado está um grupo ainda maior, mas de volta das imagens de uma das tomografias computorizadas (TAC). Este aparelho, que, de acordo com o técnico coordenador, é único em Portugal, consegue ter menos 80% de radiação e, em alguns exames, chega a aproximar-se dos níveis de radiação de um raio-X. “Conseguimos fazer [uma imagem] de um corpo inteiro entre 0,3 e 0,9 segundos”, indica Marco Costa, acrescentando que, por norma, o tempo numa outra máquina varia entre três a 10 segundos.

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Outro equipamento único em Portugal encontra-se na Otorrinolaringologia e chama-se “posturografia dinâmica computorizada”. Este aparelho utiliza realidade virtual para a reabilitação de doentes com problemas de vertigens e com alterações no equilíbrio. O paciente fica preso numa espécie de arnês e coloca os pés numa pequena plataforma que se mexe e produz movimentos repentinos, tanto para a frente como para trás. “A novidade é a parte virtual, em que são projetadas imagens para simular cenários em que o doente é obrigado a fazer certos movimentos“, explica o técnico de Otorrinolaringologia Francisco Paço ao Observador, acrescentando que são feitas cinco sessões, em dias alternados, e o doente é depois reavaliado.

Um dos cenários simula um corredor de supermercado, em que o doente tem de se inclinar para ir “buscar às prateleiras” os produtos, o que permite testar a sua capacidade de equilíbrio. Outro cenário é o de um avião em movimento. O doente tem de “dirigir” o avião para os alvos, que são círculos que vão aparecendo na imagem. Caso o paciente tenha problemas de equilíbrio, não consegue chegar exatamente aos alvos.

A consulta externa também começará a receber doentes já na segunda-feira. Por enquanto, os três pisos das consultas, com varandas e vidros amplos para permitir a entrada de luz natural, ainda não estão acabados e há caixas e plásticos encostados à parede. As salas que já estão prontas para a inauguração, a maioria com cadeiras, armários, secretária e marquesa arrumados nos sítios certos, distinguem-se das demais pelo aviso que têm nas portas: “Limpeza final concluída. Não entrar sem proteção de calçado”. Nas salas de espera, viradas para o Palácio das Necessidades, as cadeiras ainda estão cobertas de plástico, tal como os ecrãs instalados junto ao teto. Destapadas, só mesmo as máquinas de vending e de café e que já estão operacionais.

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Enfermeiras “Navigator” e médicos a fazer pontes pelos doentes

Uma das características do hospital, destacadas pelo diretor de clínico, é a sua organização por 14 centros clínicos, onde estão integradas 24 especialidades: Centro de Cirurgia e Patologia Digestiva, Centro da Criança e Adolescente, Centro da Mulher, Centro de Dermatologia, Cirurgia Plástica e Estética, Cento de Neurociências, Centro de Oncologia, Centro do Pulmão, entre outros.

De acordo com João Paço, esta organização, com vários centros no mesmo piso, vai facilitar a abordagem multidisciplinar dos casos. Algo que não acontecia com tanta facilidade na CUF Infante Santo, uma vez que o hospital estava dividido em dois pólos: “Por exemplo, a Neurocirurgia deve estar perto da Neurologia, que deve estar perto dos estudos do sono e da eletromiografia. O edifício novo da CUF Tejo, a sua arquitetura e seu formato, está feito de maneira a que estes casamentos sejam feitos com muita facilidade”.

Caberá ao hospital, e não ao doente, fazer a ponte entre as várias especialidades que precisam de estar envolvidas no tratamento de uma patologia: “Eu vejo um doente que tem uma paralisia facial, ele tem de ter um tratamento de Otorrino, porque o nervo facial passa pelo ouvido. Obrigatoriamente este doente deve ter uma consulta de Neurologia, deve ter uma consulta de [Cirurgia] Plástica para a reconstrução face e uma consulta de Psicologia, eventualmente para equilibrá-lo. Em vez de ser a pessoa a bater em várias capelinhas, nós é que batemos por ela.”

Além desta abordagem multidisciplinar, a CUF Tejo designa-se como um hospital “desenhado para as doenças do futuro”, centrado tanto no doente como nos familiares e nos cuidadores. João Paço destaca três patologias, que estão associadas ao envelhecimento da população: os “problemas do coração”, as doenças “neurodegenerativas e os problemas oncológicos”, que muitas vezes implicam o envolvimento de várias especialidades. “São basicamente as três grandes coisas que afligem a população portuguesa, essas é que são as doenças do futuro. Nós conseguimos prevenir algumas destas doenças, através do Centro de Medicina e prevenção, mas há outras que temos de tratar”, sublinha o diretor clínico.

E é particularmente nestas patologias que surge o foco na família: “Se tiver alguém com Alzheimer, tem de tratar o doente e tem de tratar a família também. É este o enfoque com a família e os cuidadores”, explica João Paço, realçando que será criada a figura da enfermeira “Navigator”, isto é, enfermeiras que irão fazer o seguimento do doente, não só em termos clínicos, facilitando o seu acompanhamento através das várias especialidades, mas também quando ele for para casa, e que fará igualmente um acompanhamento da família.

O novo hospital assume-se ainda como um “Hospital Escola”. Atualmente, a CUF Infante Santo tem idoneidade para formar internos das especialidades de Otorrinolaringologia, Oncologia e Radiologia. O diretor clínico espera que o hospital, no próximo ano, se candidate a ter mais três especialidades, uma delas Anestesiologia. “Faz parte da génese do médico ensinar”, diz João Paço, considerando que o setor privado devia estar mais envolvido na formação médica. “Não quer dizer que os hospitais privados tenham tudo, mas há áreas que merecem, porque há tanta cirurgia tão boa, há tanta especialidade tão boa, que merecem ter ensino. Às vezes não digo que seja um internato todo, mas ter parte — três anos, quatro anos —, depois [o interno] volta à casa mãe.”

"Se tiver alguém com Alzheimer, tem de tratar o doente e tem de tratar a família também. É este o enfoque com a família e os cuidadores"
João Paço, diretor clínico da CUF Infante Santo e da CUF Tejo

Para o especialista, a existência de pontes entre o SNS e os hospitais privados, seja na vertente do ensino, seja de uma forma geral, é essencial, nem que seja porque a grande maioria dos médicos que estão no privado vieram dos hospitais públicos.”O país não tem dimensão suficiente para não se fazerem pontes. Nós somos um país de 10 milhões de habitantes e que não é rico, portanto nós temos obrigatoriamente de ter pontes”, sublinha o otorrino. “Se isto não acontece mais, é porque as pessoas estão de tal maneira assoberbadas com outras questões que nem sequer reparam na dimensão que [os privados] estão a adquirir, mas eu acho que neste momento Covid, nós estamos, quer queiramos quer não, a desempenhar um papel muito importante, porque estamos a tratar muitas patologias não Covid.

CUF Tejo pode nem chegar a receber doentes Covid, mas está preparada

João Paço recorda alguns episódios que ocorreram na CUF Infante Santo durante a pandemia: um homem que esteve cinco dias em casa com um enfarte e uma mulher com uma fratura no braço que demorou 12 dias a ir ao hospital. Tudo por medo do novo coronavírus.

Para além de ter prestado um serviço essencial junto destes doentes, a CUF Infante Santo recebeu também vários pacientes com Covid-19 durante a pandemia. Para fazer face a esta realidade, o grupo fechou a Urgência das CUF de Cascais, Sintra e Almada e reforçou as equipas da Infante Santo. Foram criadas áreas Covid e não Covid e as cirurgias foram transferidas para a CUF Descobertas. Atualmente, o hospital não tem doentes infetados com o novo coronavírus. Se a CUF Tejo poderá a vir a recebê-los? “A abordagem ao doente Covid é uma abordagem global, feita não só por nós, mas pela administração e tem de ser a administração a decidir o que vai acontecer”, responde o diretor clínico.

A verdade é que a abertura deste novo hospital dá-se em plena pandemia, particularmente numa altura em que o número de infeções aumenta de dia para dia. De qualquer forma, não foi feita qualquer alteração ao projeto tendo em conta a situação epidemiológica, até porque, segundo o diretor clínico, a própria arquitetura do edifício — os corredores com 150 metros, os três andares de ambulatório, os mais de 10 elevadores — facilitou a criação de circuitos independentes.

“As nossas PPCIRA [Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos], que são as nossas organizações dedicadas à infeção, verificaram os circuitos todos para garantir que eram seguros. Basicamente, a arquitetura permitiu fazer tudo, o que há são limitações de espaço. Se chegar à sala de espera, não tem as cadeiras todas juntas, por exemplo. Não partimos paredes por causa disso.”

"Basicamente, a arquitetura permitiu fazer tudo, o que há são limitações de espaço. Se chegar à sala de espera, não tem as cadeiras todas juntas, por exemplo. Não partimos paredes por causa disso"
João Paço, diretor clínico da CUF Infante Santo e da CUF Tejo

Apesar de a CUF Infante Santo não encerrar definitivamente para já — isso só irá acontecer em dezembro deste ano, quando os serviços que ainda se encontram em funcionamento no edifício da Travessa do Castro passarem para a CUF Tejo —, o edifício número de 34 da avenida Infante Santo fecha portas este fim de semana. As últimas consultas foram feitas na quinta-feira e sexta-feira, sábado e domingo será a reta final da mudança.

João Paço já começou a preparar a sua ida para o novo hospital. Os livros que ainda restam nas prateleiras do seu gabinete já se inclinam uns para cima dos outros e no chão há três caixotes de cartão — fora os 12 caixotes que estão no seu gabinete de consulta, no outro edifício do hospital.

São mais de 250 livros que o otorrino irá levar para o novo hospital, mas há pelo menos três “preciosidades” que não irão para os caixotes. Dois deles ainda estavam em cima da secretária do diretor clínico no início da semana: um livro português de Medicina operatória “de 1500, quase 1600”, feito em papiro, e um outro de 1907 só sobre ouvido, ambos com desenhos feitos à mão. A terceira obra está no seu gabinete de consulta no edifício da avenida Infante Santos: um “livro original” do francês Ménière, “de 1862/1863”, onde o médico descreve “pela primeira vez” a doença que ficou com o seu nome.

Os dois livros que João Paço tinha na sua secretária têm desenhos feitos à mão

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

Por muito que nem tudo o que tem no gabinete vá seguir viagem para a CUF Tejo, há coisas que certamente não ficarão para trás: o prémio que recebeu da Academia Americana pelas formações que deu na área da Otorrinolaringologia, a fotografia com dois “gigantes da Medicina, o professor Bentes e o doutor Jorge Girão” e o desenho do emblema do Benfica, feito por uma criança que foi sua doente. Outra imagem que com certeza não será deixada é uma fotografia com o antigo da Presidente da República Jorge Sampaio, quando recebeu a Comenda da Ordem de Mérito por ações de solidariedade.

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