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São “três Zés“, como os descreveu uma fonte partidária local ao Observador, todos militantes socialistas, e estão no olho do furacão após a morte de 18 idosos no lar de Reguengos de Monsaraz. No site da autarquia, José Calixto exibe uma lista com os 12 cargos que ocupa, mas omite um deles. O presidente da câmara de Reguengos de Monsaraz, eleito pelo PS, é também presidente da fundação proprietária dona do lar. Por sua vez, a entidade que supervisiona a instituição, o Centro Distrital da Segurança Social de Évora, é presidida por José Ramalho, ex-líder do PS/Estremoz. A Administração Regional de Saúde do Alentejo — a quem também é atribuída responsabilidade no caso — é presidida por José Robalo, antigo deputado municipal do PS no Alandroal. São estes alguns dos nomes que levaram o PSD a falar de “teia de relações partidárias” nas autoridades de saúde e da segurança social no distrito de Évora.

O PSD nacional emitiu um comunicado onde fala em “dimensão insuportável” e captura de cargos no Alentejo por parte do PS. Desfiando o novelo, a ocupação de cargos por militantes do PS vai desde as estruturas regionais até à associação de bombeiros voluntários, passando pela misericórdia ou mesmo por escolas profissionais. Para não falar do clube da terra. “Reguengos não é um concelho, é um Estado socialista ou um regime feudal“, diz um membro da distrital do PSD. Na resposta ao Observador, José Calixto fala em “campanha negra” contra si feita por “pessoas que não estão preocupadas com os idosos nem com o que andámos aqui a passar nos últimos meses“.

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