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Ana Gomes chegou à redação do Observador quase diretamente vinda da Madeira, onde diz que teve a máquina socialista ao seu lado a organizar a visita. É com “orgulho” que vê nomes como Pedro Nuno Santos e Duarte Cordeiro a apoiar a sua candidatura; admite que esse apoio público tem dado uma “ajuda”, e até agradece que alguns socialistas (“meia dúzia de notáveis”) não estejam ao lado da sua candidatura. Quais? Não diz. “Eles sabem quem são”.

Em entrevista à Rádio Observador, no dia em que Marcelo Rebelo de Sousa anuncia a recandidatura, a candidata à Presidência da República acusa o chefe de Estado de ser o maior “insstabilizador” da democracia por acreditar que o ex-primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro foi assassinado e viver com a suspeita sem nada fazer. Mais: outra prova de que Marcelo é o maior “instabilizador” é o facto de ter dado cobertura ao governo da direita nos Açores com o apoio parlamentar do Chega — partido que Ana Gomes não tem dúvidas de que devia ser ilegalizado pelo Tribunal Constitucional.

É aí que a ex-eurodeputada socialista deixa uma suspeita: Marcelo deu cobro ao acordo nos Açores para “condicionar” o pós-Costa e tendo em vista o “objetivo” de “mudar a liderança do PSD”. E isso, diz, é “perigoso”. “O que vai seguir-se em Portugal parece-me bastante perigoso se Marcelo continuar a ser Presidente da República”.

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