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A comissão de inquérito às perdas do Novo Banco encontrou “uma penumbra, uma nuvem, um obstáculo” quando procurava “um rosto na Lone Star” (maior acionista da instituição financeira), o que “não contribui positivamente para a perceção, sempre necessária a gerar confiança”. Esta é uma das frases mais marcantes da primeira versão do relatório da comissão de inquérito, redigido pelo socialista Fernando Anastácio e que esta terça-feira foi apresentado aos deputados para que nos próximos dias estes proponham alterações ao texto – algo que irá certamente acontecer. Além das reprovações à atuação de Ricardo Salgado e a Carlos Costa, o relatório é crítico para a atual administração, liderada por António Ramalho, por não dar mais garantias de que não foram vendidos ativos a partes relacionadas.

“Quanto a algumas operações de desinvestimento verificou-se a inexistência de normativos internos para todo o período que regulassem a realização sistemática de uma análise das entidades compradoras que participaram em processos de desinvestimento, de forma a concluir acerca de eventuais riscos de branqueamento de capitais e de conflitos de interesse”, pode ler-se na página 324 do relatório da comissão, a que o Observador teve acesso e que, entretanto, foi disponibilizado no site do parlamento.

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