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O dia terminou com três longas horas de reunião entre o primeiro-ministro e o ministro das Finanças, no meio do desentendimento público com António Costa a assumir publicamente que não foi informado da transferência de 850 milhões de euros que Mário Centeno autorizou para o Novo Banco. Terminou com Centeno a manter-se no Governo e a conseguir que Costa acertasse passo com ele sobre a transferência que caiu mal na oposição, por acontecer quando país entra numa grave económica.

O primeiro-ministro veio dizer que sim, as contas do banco foram auditadas antes da concessão do empréstimo e que sim, estava tudo esclarecido entre os dois. Tentaram encerrar o assunto com uma fotografia da saída lado-a-lado do Palacete de São Bento, mas nem tudo está explicado nesta mini-crise que começou com uma suposta “falha de comunicação” e terminou sem um abraço de paz porque a o distanciamento físico assim o exige. O afastamento entre os dois é mais do que físico e são várias as contradições e dúvidas que António Costa e Mário Centeno foram deixando pelo caminho por estes dias.

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