Treinos com bailarinas, dietas apertadas, contratos especiais com cláusulas morais. O que é preciso para ser um anjo da Victoria’s Secret? /premium

08 Novembro 2018357

Das 61 modelos que desfilam para a Victoria's Secret, só 13 são anjos. Treinam com bailarinas. Seguem dietas rígidas. E não arriscam muito em festas à noite, porque os contratos têm cláusulas morais.

Estima-se que existam à volta de 3.778 mil milhões de mulheres à face da terra. No entanto, 13 delas surgem como arquétipo da perfeição feminina, símbolo máximo do ideal de beleza. Para vender roupa interior, a Victoria’s Secret, marca norte-americana fundada em 1977, começou a estabelecer a norma em 1995. Está longe de ter sido a primeira empresa a escolher a dedo os corpos em que exibe as suas peças de vestuário, mas foi a que, de maneira mais eficaz, propagou um conceito de beleza e perfeição associado à moda, personificando-o em mulheres de carne e osso. Um conceito que não passa de uma tabela de proporções, embora com ligeiras oscilações temporais e étnicas que, ainda assim, não a fazem mover-se mais do que meros milímetros para a direita ou para a esquerda.

A Victoria’s Secret chamou-lhes anjos, pela primeira vez, em 1998. Hoje, têm um estatuto especial e, uma vez por ano, percorrem uma passerelle ao som de gritos e ovações. Mesmo sem um par de asas às costas, são anjos. Mesmo que não recebam tanto como Kendall Jenner para desfilar, continuam a ser anjos. Em 2015, Sara Sampaio foi a primeira portuguesa, e única até hoje, a juntar-se ao clube. Desfilou durante dois anos até ter sido promovida ao topo da carreira de qualquer manequim. Às 3h00 da madrugada (hora portuguesa) desta sexta-feira, 12 destes anjos estão de volta em mais um desfile da Victoria’s Secret. Entre estrelas do mundo da música, caras novas e celebridades planetárias, são as passadas largas destas mulheres de elite que o mundo aguarda mais ansiosamente. Alessandra Ambrósio retirou-se há um ano, depois de 17 a desfilar em nome da marca. Lily Aldridge vai passar o espetáculo deste ano, por estar grávida do segundo filho. E Elsa Hosk, modelo sueca que ganhou o estatuto de anjo em 2015, vai exibir a peça mais cara do desfile, um soutien avaliado em um milhão de dólares.

Martha Hunt, anjo da Victoria's Secret desde 2015, no desfile do ano passado, em Xangai

Uma coisa é certa: há modelos e depois há anjos. Os contratos são especiais e exigem mais sacrifícios. Com carreiras mais ou menos longas, como é que chegaram até aqui? Umas são loiras de olhos azuis, outras têm a pele morena, outras exibem curvas acentuadas em contraste com o físico esguio e delgado das restantes colegas. Mas o que é que faz um anjo?

Os anjos da Victoria’s Secret, uma história com 20 anos

Em agosto de 1995, foi assim: o Plaza Hotel, em Nova Iorque, foi o local escolhido para o primeiro desfile da Victoria’s Secret; no total, 17 modelos desfilaram, ainda a expressão anjo não tinha surgido no léxico da marca norte-americana. Faltavam dois meses para que a empresa mãe, a The Limited, vendesse 16% da empresa sob a forma de ações, momento em que se chegou a prever a presença de Stephanie Seymour no edifício da bolsa. Infelizmente, não foi a modelo a tocar o famoso sino. Seymour foi um dos primeiros ícones da marca, mas não foi o único. As norte-americanas Catherine McCord, Rebecca Romijn e Veronica Webb e a holandesa Frederique van der Wal também estiveram lá e desfilaram com cuecas, soutiens, bodies, robes e combinações de seda.

Nos três anos que se seguiram, a marca fez do hotel a sua casa. Em 1998, a Victoria’s Secret apresentava os seus primeiros anjos. Eram cinco — as norte-americanas Stephanie Seymour e Tyra Banks, a holandesa Karen Mulder, a alemã Heidi Klum e a checa Daniela Peštová. O que é que tinham em comum? Eram supermodelos, cuja imagem estava associada aos desfiles das grandes casas europeias e que, de repente, eram as caras de uma cadeia de roupa interior. “Quando a Victoria’s Secret criou os Anjos, fê-lo com mulheres que estavam entre as maiores modelos da altura. Não as víamos em [anúncios para] lojas de rua”, afirmou o fotógrafo Nigel Barker ao New York Post, em 2014. “Isso deu a uma marca muito comercial um brilho de alta-costura. Mas também pôs muitas destas miúdas no mapa. O americano comum não folheia a Vogue. Elas viriam a andar na rua com as pessoas a gritarem os seus nomes”, descreveu.

No desfile de 2000, da esquerda para a direita, os anjos Daniela Peštová, Stephanie Seymour, Karen Mulder e Ines Rivero

O ano de 1999 ficou marcado pelas belezas da América do Sul. As brasileiras Ana Cláudia Michels, Gisele Bündchen e Adriana Lima, que vai desfilar esta quinta-feira, entraram para o elenco da Victoria’s Secret. Um ano depois, chegou Alessandra Ambrosio. Destas quatro, três conquistaram as famosas asas pouco tempo depois. Nos anos seguintes, a ponte entre Brasil e Nova Iorque continuou a dar frutos — Caroline Ribeiro, Fernanda Tavares, Ana Beatriz Barros, Ana Hickmann, Raquel Zimmermann, Isabeli Fontana, Caroline Trentini e Izabel Goulart protagonizaram uma nova geração de manequins, à medida que a geração de ouro dos anos 90, da qual faziam parte nomes como Naomi Campbell, Claudia Schiffer e Helena Christensen (destas, só a última foi anjo), se preparava para passar o testemunho.

Em 20 anos de anjos, a Victoria’s Secret soma 37. Em 2015, deu-se uma admissão em massa. Num único desfile, dez novas manequins ascenderam ao patamar angelical: Sara Sampaio, Elsa Hosk, Jasmine Tookes, Taylor Hill, Jac Jagaciak, Kate Grigorieva, Lais Ribeiro, Stella Maxwell, Romee Strijd e Martha Hunt. Sara Sampaio foi a primeira portuguesa a desfilar para a marca em 2013. Depois de ter aparecido no segmento da coleção Pink, pisou a passerelle duas vezes no desfile do ano seguinte. Em 2015, recebeu um telefonema do agente. No dia 10 de novembro desse ano, desfilaria como anjo pela primeira vez. “Tenho trabalhado com a marca durante os últimos quatro anos e é um processo. Tu sempre quiseste aquilo, mas nunca sabes quando vai acontecer, se vai acontecer. Comecei com a linha Pink e, no ano passado, comecei a trabalhar mais com os produtos principais. Em fevereiro, recebi a notícia”, contou a manequim portuguesa ao site Houstonia, em agosto de 2015.

Depois da fornada de anjos de 2015, a Victoria’s Secret só voltou a promover uma única modelo, a dinamarquesa Josephine Skriver, em 2016. Também ela irá brilhar no desfile desta quinta-feira, o 16º a acontecer em Nova Iorque. Em 23 anos de espetáculos, a marca passou por Los Angeles e Miami, dentro dos Estados Unidos, e fez quatro desfiles fora do país: Cannes, em 2000, Londres, em 2014, Paris, em 2016, e Xangai, no ano passado.

Anjos e modelos: estas asas não são todas iguais

Espera-se que 61 modelos pisem a passerelle, esta quinta-feira, em Nova Iorque. Mas dessas, apenas 12 serão anjos. Depois de Alessandra Ambrosio se ter despedido da marca de lingerie no ano passado e com Lily Aldridge prestes a ser mãe pela segunda vez, a lista de anjos no ativo resume-se a 12 mulheres: Adriana Lima, a mais antiga neste posto, Behati Prinsloo, casada com Adam Levine, o vocalista dos Maroon 5, (está de volta três anos e dois filhos depois), Candice Swanepoel, Elsa Hosk, Jasmine Tooks, Josephine Skriver, Lais Ribeiro, Martha Hunt, Romee Strijd, Sara Sampaio, Stella Maxwell e Taylor Hill.

Durante um desfile da Victoria’s Secret, os anjos nem sempre se distinguem pelas asas. Em 2016, Gigi Hadid e Kendall Jenner, ambas modelos, não anjos, desfilaram cada uma com o seu par. No mesmo ano, Martha Hunt percorreu a passerelle sem o seu acessório habitual. O mesmo aconteceu com Sara Sampaio, no desfile do ano passado, quando surgiu como anjo desasado. Se não são as asas, o que será que distingue anjos de modelos? A resposta está na face menos visível da relação entre as manequins e a marca: os contratos.

Enquanto a maioria das modelos é contratada para o desfile, à exceção das que mantêm contratos com a Pink, linha juvenil da marca, e de nomes como Kendall Jenner e Gigi Hadid, que se acredita terem contrato híbridos, muito menos limitativos, os anjos aceitam uma relação mais próxima e duradoura com a marca, mas também um maior compromisso. “Não consigo comprometer-me com um contrato a tempo inteiro neste momento. São três meses, no mínimo”, referiu Miranda Kerr, antigo anjo da Victoria’s Secret, numa entrevista ao The Sydney Morning Herald, em 2013. A modelo australiana despediu-se da marca de lingerie em 2012, seis anos após o primeiro desfile.

Romee Strijd, a modelo holandesa de 23 anos tornou-se anjo da Victoria's Secret em 2015

Outras fontes indicam que os anjos estão contratualmente obrigados a reservar 50 dias por ano para a marca. Além do desfile anual, há lançamentos, aparições em festas e eventos, campanhas publicitárias e produções. A agenda parece preenchida e facilmente impede as manequins de aceitarem outros trabalhos, além da natural exclusividade exigida pela Victoria’s Secret. Salvo raras exceções (e Sara Sampaio tem sido uma delas), é difícil vermos anjos desfilarem para outras marcas e designers, mas o mesmo não se pode dizer das modelos.

Em 2014, outras duas modelos decidiram abdicar das asas. “Doutzen [Kroes] teve uma oportunidade lucrativa na Europa que entraria em conflito com as suas obrigações para com a Victoria’s Secret. Assim, a pedido da sua agência, libertámo-la do contrato. Sem guerra. Sem animosidade”, escreveu Ed Razek, diretor de marketing da marca, numa publicação de Instagram já eliminada. O tema era a saída da modelo holandesa Doutzen Kroes, precisamente na mesma altura (fevereiro de 2015) em que se confirmavam os rumores de que Karlie Kloss também estaria de saída. A modelo norte-americana regressou à passerelle da Victoria’s Secret no ano passado e prepara-se para repetir a proeza este ano, mas sem o título de anjo.

Mas os contratos dos anjos também poderão conter especificações quanto à forma física das manequins, que não será propriamente a mesma exigida pela maioria das semanas da moda. Em 2011, as críticas viraram-se para Candice Swanepoel, que alegadamente estaria demasiado magra para a roupa interior da marca. A sul-africana veio, mais tarde, justificar-se, afirmando ter perdido peso na sequência do stress e da agenda preenchida.

Jan Planit esteve à frente da agência de modelos IMG durante dez anos. À conversa com o New York Post, em 2014, admitiu a existência de uma cláusula de conduta moral nos contratos dos anjos, algo que Ed Razek, diretor de marketing da marca, numa entrevista à Forbes, em 2010, já tinha dado a entender. “A ideia de raparigas em festas à noite, a chegarem tarde e a atirarem telemóveis ao motorista, não irá ver isso […] Há demasiadas boas raparigas e nós não nos vamos associar a divas”, referiu. Entre os anjos, muitas são mães, deixam-se fotografar por paparazzi com os filhos e, ao mesmo tempo que surgem como sex symbols uma vez por ano, revelam-se mulheres responsáveis e mães de família durante o resto do tempo. Não admira por isso que Naomi Campbell (atiradora de telemóveis profissional) não tenha feito uma longa carreira na Victoria’s Secret.

Contratos mais apertados não são sinónimo de salários mais chorudos. Pela pouca informação que existe sobre o seu conteúdo, é fácil presumir que, entre as várias cláusulas, haja também uma que diga respeito à confidencialidade. Mas parece que as compensações financeiras dos anjos têm vindo a decrescer nos últimos anos. Citada pelo Page Six, uma fonte terá confirmado as suspeitas. “O dinheiro não é o que costumava ser. Os contratos mais antigos, como o da Alessandra Ambrosio, eram de milhões, agora são se 100.000 dólares”, refere a fonte. Em 1998, eram cinco os anjos da Victoria’s Secret, hoje são 13. Em 1995, o primeiro desfile da marca teve 17 modelos, o desta quinta-feira terá 61. É fácil entender os cortes, mas também o facto de, enquanto anjo, uma manequim ter uma margem muito maior de rentabilizar a sua imagem.

Em 2015, dez novos anjos juntaram-se ao rol de embaixadoras da Victoria's Secret

“Isto quase que te transforma numa marca”, afirmou Sara Sampaio, durante a tour da marca, no verão de 2015. “Podes usar a fama que tens para muitas coisas — não apenas para te promoveres, mas também em ações de caridade e para ajudar amigos que estão a lançar projetos”, afirmou a modelo Jac Jagaciak, na mesma ocasião. “É, realmente, um trabalho a tempo inteiro; como se tivesse sido contratada por uma empresa e fosse para o escritório. É mais estável, o que eu adoro”, acrescentou a modelo polaca que, um ano depois, deixou a marca.

Mais do que o dinheiro que as modelos recebem diretamente da Victoria’s Secret, o estatuto de anjos abre portas, proporciona contratos publicitários e torna-as nos alvos mais apetecíveis da indústria da moda. Na lista das dez modelos mais bem pagas do mundo, em 2017, quatro já foram anjos da Victoria’s Secret (Adriana Lima, em quarto lugar, continua a ser) e quatro desfilam para a marca. Por outro lado, não é muito difícil imaginar que nomes como Kendall Jenner e Gigi Hadid, com fortunas estimadas em 18 e 13 milhões de dólares, respetivamente, ganhem mais do que Sara Sampaio, Elsa Hosk ou Jasmine Tooks. De volta à lista das que mais lucraram no ano passado, do line-up de Xangai, foi Adriana Lima a que mais dinheiro ganhou em 2017, com 10,5 milhões de dólares. É curiosamente, o único anjo a figurar no top quatro, seguido por Karlie Kloss (9 milhões), Liu Wen (6,5 milhões) e Bella Hadid (6 milhões). Ser um anjo não é, por isso, sinónimo de estar entre as mais bem pagas, da mesma forma que a algumas das mais bem pagas não compensaria assinar um contrato celestial com a marca de lingerie.

Casting para umas, convite para outras

Quase tão entusiasmante como a grande noite, a chegada ao casting é, só por si, uma espécie de desfile. A edição australiana da Elle documentou-o bem no início de setembro. Numa primeira fase, as manequins chegam às centenas. John Pfeiffer é o diretor de casting e o primeiro a olhar para todas elas.  “Provavelmente, tive mais de 400 ou 500 modelos submetidas à minha apreciação. Vi cerca de 300 nos primeiros dois dias do casting, que faço sozinho com a minha equipa. Depois de dois dias a fazer telefonemas, tento chegar a um máximo de 100 raparigas”, explica Pfeiffer à revista Elle.

Emoções à flor da pele, dois dedos de conversa e uma farda não oficial — foi assim que a Victoria’s Secret apresentou o processo de casting para o desfile do ano passado, quando decidiu divulgar algumas imagens na sua conta de Instagram. Já na presença de Monica Mitro, produtora executiva, da diretora criativa Sophia Neophitou-Apostolou e do diretor de marketing Edward Razek, a seleção final de raparigas concentrou-se numa sala de espera. Uma a uma entraram na sala de casting. O soutien e as cuecas pretas e uns saltos altos da mesma cor são praticamente obrigatórios. Enquanto vão e vêm, o momento está longe de ser mudo. Fazem-se perguntas, numa tentativa de descontrair as manequins. Às vezes, há anjos por perto. Elas estão longe de serem inexperientes. Muitas já percorreram outras passerelles, já posaram para campanhas e catálogos e chegaram ali motivadas pelas agências.

Sara Sampaio, a primeira portuguesa a desfilar para a Victoria's Secret foi promovida a anjo em 2015. Aqui, no desfile de 2016, em Paris

A 7 de setembro, a portuguesa Isilda Moreira também usou o Instagram para dar a boa-nova. Tinha acabado de ser escolhida para desfilar. “Não me passava pela cabeça fazer o casting, quanto mais passar. Fui lá só fazer a semana da moda”, admitiu à Lusa. Representada pela Elite em Nova Iorque, a manequim de 20 anos tinha alguns desfiles na agenda — Brandon Maxwell, Rodarte, Oscar de la Renta e Michael Kors –, mas não o da Victoria’s Secret. “Fiz e passei ao segundo. No segundo pensei que já era uma vitória e que não iria passar. Não tinha estado um ano inteiro a preparar-me, como as outras raparigas”, explicou.

Um ano de preparação é, para muitas manequins como Isilda, a base de trabalho. Naquela sexta-feira, partilhou a alegria com mais 17. Entre elas está Winnie Harlow, a modelo canadiana que se tornou uma celebridade depois de ter participado no programa de televisão “American’s Next Top Model”. Fez do vitiglio, doença cutânea caracterizada pela despigmentação da pele, a sua imagem de marca e ganhou lugar cativo nas passerelles da Semana da Moda de Nova Iorque. No Instagram, Harlow partilhou a experiência do casting. “Tive um colapso antes de entrar no casting mais aterrador da minha vida. Pedi ao motorista para dar duas voltas ao quarteirão para me recompor e recordar o quão arduamente tenho trabalhado. Entrei, fiz novos amigos, vi velhos amigos e já me sentia em casa”, escreveu.

Todos os anjos passaram por isso? Sim, todas foram modelos antes de subirem na hierarquia. Assinado o contrato, os castings passam a ser passado e a grande expectativa é mesmo para saber quem usará o luxuoso Fantasy Bra. Por telefone ou pessoalmente, quando um novo anjo é anunciado o comunicado parte sempre da própria marca. Com o desfile a aproximar-se, inicia-se outro capítulo, o dos fittings, e a esse ninguém escapa.

Dietas e exercício: um anjo também sua

Manter a boa forma física é uma exigência da própria Victoria’s Secret. O ventre quer-se liso, a pele e cabelo saudáveis, as coxas e nádegas firmes e tonificadas e a postura irrepreensível, até porque caminhar de saltos altos com umas asas de 30 quilos às costas (sim, em 2011 era quanto pesavam as asas de Alessandra Ambrosio) não é tarefa fácil. O exercício é fundamental e se há anjos que investem tempo e dinheiro em treinos mais convencionais, outros adotam métodos, no mínimo, diferentes. Um deles chama-se Ballet Beautiful e tem como mestre a bailarina Mary Helen Bowers. Candice Swanepoel, Marta Hunt e Lily Aldridge fazem parte da sua carteira de pupilas. O método consiste em aplicar movimentos típicos do ballet clássico, e sobretudo os exercícios que envolvem a barra, num treino de fitness.

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Bem mais tradicional, Sara Sampaio não vive sem sessões de pilates praticamente diárias e sem o seu treino funcional numa sala de ginásio. Em 2017, mostrou à Vogue as suas 24 horas antes do desfile, e os exercícios estão neste vídeo:

É certo que as manequins mantêm uma rotina de exercício físico durante todo o ano, mas todas já admitiram que o ritmo se intensifica semanas antes do desfile. Jasmine Tookes e Josephine Skriver já se mostraram fãs do treino com pesos (as duas modelos têm uma conta de Instagram conjunta só para partilharem vídeos e fotografias de exercícios e pratos saudáveis), Adriana Lima prefere o boxe, diz que a faz sentir-se forte e poderosa. A partilha de rotinas de exercício e de um quotidiano saudável nas redes sociais pode, na verdade, ser mais uma obrigação contratual dos anjos da Victoria Secret. Todos juntos, os anjos totalizam quase 80 milhões de seguidores, só no Instagram.

A alimentação é uma parte importante da preparação para a grande noite. Embora saliente a importância da cozinha mediterrânica na sua dieta, rica em proteínas, legumes e frutas, Sara Sampaio, na reportagem da revista Vogue que acompanhou as 24 horas que antecederam o desfile de Xangai, no ano passado, começou por preparar um batido nutritivo à base de morangos, leite de amêndoa e proteína em pó. No final do vídeo, Sara surgia a cozinhar uma sopa — segundo ela, receita da mãe. Bem mais variadas são as refeições de Jasmine e Josephine, à base de carne grelhada, arroz, tostas de abacate, peixe e bowls saudáveis. Para Stella Maxwell, uma adepta de yoga, a fórmula é simples: proteínas e verduras, sempre lado a lado. O pequeno almoço é mesmo a refeição mais importante do dia para a manequim de 28 anos. Mistura ovos mexidos, abacate, papas de aveia ou granola com iogurte. Nozes e ervilhas secas são uma espécie de vício.

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