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A imagem que está no topo deste artigo é de um Walkman que custa três mil euros e o cabo prateado ligado ao dispositivo é de uns auriculares com fios que custam cerca de dois mil. Este não é um artigo sobre telefones ou auscultadores caros. É sobre o que vem acima disso.

“É este tipo de mercado que credibiliza uma marca”, diz Pedro Jesus. Na IFA, a maior feira de tecnologia da Europa, a pergunta feita pelo Observador ao português responsável pelo marketing da Sony na Península Ibérica foi quem é o público-alvo da gama Signature, que a marca japonesa disponibiliza para o segmento de luxo. Nesta gama, há leitores de áudio que custam nove mil euros e auscultadores que custam dois mil. Para poder usar estes dispositivos, ainda é preciso comprar um cabo que de ligação. Preço? 300 euros, um valor que faz parecer baratos os novos auscultadores Bluetooth com redução de ruído da mesma empresa e que estão à venda pelo mesmo valor. É caro, mas a Sony não é a única empresa a apostar neste segmento. Outras marcas tecnológicas, como a LG ou a Samsung, também têm também produtos acima daqueles que se inserem, regra geral,  na categoria dos mais caros. Tudo a pensar nos consumidores mais exigentes. E sim, há quem compre.

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