Vários utilizadores das redes sociais estão a partilhar uma publicação que garante que todas as partilhas feitas através do WhatsApp podem ser tornadas públicas devido à nova política de privacidade da plataforma de comunicação. Esta ideia é errada e a própria empresa veio esclarecê-lo, reiterando as garantias que as comunicações e os dados partilhados entre os cerca de 2 mil milhões de utilizadores vão manter-se privados.

“Lembre-se de que o prazo é hoje [17 de fevereiro]” e que “tudo o que você postou pode ser publicado a partir de hoje, até mesmo mensagens excluídas”, alerta a mensagem partilhada no Facebook. Perante essas dúvidas que surgiram em catadupa nos últimos dias — com dezenas de utilizadores a publicar e repartilhar mensagem exatamente com os mesmos termos e alerta —, o WhatsApp veio garantir que “a privacidade e segurança das suas mensagens e chamadas pessoais não vão mudar” e que as mesmas se mantêm “protegidas pela encriptação ponto a ponto”, uma das características mais importantes da rede social. Mais ainda, pode ler-se no site, “tanto o WhatsApp como o Facebook não as podem ler ou ouvir”.

Esse é um dos pontos do esclarecimento divulgado pela empresa no início deste ano, quando começaram a circular rumores de que a empresa passaria a aceder às imagens pessoais dos utilizadores:

A encriptação ponto a ponto protege as suas mensagens com um bloqueio que só pode ser anulado com uma chave especial apenas disponível para si e para o destinatário para permitir a leitura. Tudo ocorre automaticamente: não tem de ativar definições nem de configurar conversas secretas especiais para proteger as suas mensagens”, refere a empresa.

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O WhatsApp reafirma um dos motivos centrais pelos quais os utilizadores procuram aquele serviço de comunicações: “A atualização dos Termos e da Política de Privacidade não afeta as mensagens pessoais.” Aliás, a empresa explica mesmo que “as alterações estão relacionadas com as funcionalidades empresariais opcionais no WhatsApp e fornecem total transparência” sobre a forma como a empresa recolhe e usa os dados dos utilizadores.

A empresa esclarece ainda que as alterações a introduzir em breve — a data de atualização, como veremos, foi alterada — se prendem com funcionalidades empresariais opcionais. Alterações que visam tornar “a comunicação com as empresas segura, mais eficaz e mais fácil para todos”, com o intuito de facilitar as conversas entre clientes e empresas e para colocar o WhatsApp como uma plataforma importante nesta relação, ainda que as empresas vendam no Facebook ou no Instagram.

Tendo em conta todas as notícias falsas que têm surgido sobre a atualização da política de privacidade do WhatsApp, a empresa prolongou o prazo para que as pessoas possam aceitar os novos termos. Na altura, a empresa garantiu que ninguém ficou sem conta no dia 8 de fevereiro e deu até ao dia 15 de maio para que essa revisão seja feita. Será nessa altura em que “as novas opções comerciais ficarão disponíveis”.

Conclusão

O conteúdo desta mensagem partilhada amplamente nas redes socais é falsa. O WhatsApp mantém a política de privacidade no que toca à impossibilidade de acesso a conversas, fotografias ou vídeos que sejam partilhados nas conversas.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook este conteúdo é:

FALSO: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

Nota: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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