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Ora, numa altura de profunda crise, provocada pela resposta do governo à pandemia, em que as pessoas com menores rendimentos passam enormes dificuldades financeiras, que estupenda ideia ocorreu ao ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes? Escusam de tentar adivinhar. Não chegam lá. A não ser que sejam o próprio ministro João Pedro Matos Fernandes, ou outro sádico com similares requintes de malvadez. Pois o senhor ministro acha que o preço da água deve aumentar. Como é óbvio. Quem é que precisa de água nos dias que correm? Toda a gente sabe que a hidratação do organismo está muito sobrevalorizada. E que a toma de banhos é, em virtude da escassez do precioso líquido, novel pecado mortal, com entrada directa para o Top 3 do ranking dos mais assassinos pecados mortais.

Este é o exacto ministro que, há pouco mais de dois anos, sugeriu que os portugueses reduzissem a potência dos quadros eléctricos de suas casas para pouparem na conta da luz. E, tendo isto em conta, percebe-se que, afinal, o responsável pela pasta do Ambiente tem uma estratégia até muito bem engendrada em termos de protecção ambiental. Plano esse composto pelos seguintes pontos:

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