Casos. Número que se debita ao início das tardes sem finalidade discernível excepto manter o pânico em cima, conforme os estudos académicos recomendam. Vem invariavelmente acompanhado do R(t) e da Incidência, a parelha circense que confere um ar “técnico” à rábula.

Certificado. Certifica que o proprietário possui um certificado e que os demais são criminosos. Só por si, o certificado não vale nada na ausência de teste, que só por si não vale nada na ausência de certificado. E nada vale nada na ausência de máscara.

Ciência. Antigamente, fazia-se ciência. Agora “segue-se” a ciência, que pelos vistos já está feita. Seguir a ciência não dá trabalho nenhum nem implica particular conhecimento: basta dizer que a seguimos, proeza que logo rebaixa o interlocutor ao nível civilizacional de uma catatua e nos eleva ao nível de um dr. Fauci (que garantia que a SIDA se propagava pelo ar) e de dois Carlos Antunes (que, coitado, garante o que os telejornais e o governo lhe pedem para garantir).

Curva. Uma coisa que temos de achatar. Não confundir com “pico”, que é uma coisa que temos de ultrapassar. Ambos os processos são relativamente rápidos: duas ou três semanas.

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