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O ministro das Infra-estruturas Pedro Nuno Santos é tudo. Ministro e, enquanto tal, defensor dos interesses dos cidadãos portugueses, gestor e accionista da TAP, accionista e defensor dos contribuintes na Groundforce e negociador de garantias para empréstimos entre empresas. É também dono e senhor das decisões sobre o novo aeroporto. Longe vão os tempos da separação clara entre a gestão das empresas detidas pelo Estado e o Governo. No caso da TAP, longe vão os tempos em que Jorge Coelho, então ministro de António Guterres, deu à TAP uma gestão autónoma e profissional.

O que se tem passado nos últimos tempos no sector da aviação em Portugal, não fosse tão grave, e era digno da rábula Olívia Patroa, Olívia Costureira de Ivone Silva. Nunca, nos tempos recentes, assistimos a uma intervenção tão directa, e sem que ninguém a discuta, de um governante na vida de uma empresa. Como se os interesses das empresas estivessem completamente alinhados com os interesses da governação, como se não fosse importante separar as águas para se atingirem melhor os objectivos que cada uma das partes deve defender. Os interesses de um Governo e de uma empresa não são os mesmos e é da negociação que se espera um resultado melhor para a sociedade.

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