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1 O país começou a respirar de alívio no dia em que Gouveia e Melo vestiu o camuflado. E não foi por acaso que o vestiu. Gouveia e Melo é um militar no mais profundo sentido do termo. O sentido de dever e de missão estão acima de qualquer interesse pessoal ou vaidade. A honra e a competência são valores sagrados. Ultrapassar com método tarefas difíceis ou quase impossíveis são a razão de ser da sua existência.

Ainda bem que mais uma vez as Forças Armadas estão a salvar-nos do caos em que alguns políticos nos estavam a meter. Numa operação logística gigante, Gouveia e Melo está agora a cumprir o difícil objetivo de vacinar 100 mil pessoas por dia. É difícil? É. Pode-se fazer? Gouveia e Melo está a conseguir. O uso do camuflado indica o nível da missão a que se propôs e, por isso, exige-o a todos os colaboradores dos vários ramos da Forças Armadas que consigo estão a trabalhar.

Agora, que o processo corre sobre rodas e não há incidências de maior, parece fácil. Mas não é. Ainda se lembra de Francisco Ramos, o comissário político que primeiro foi escolhido para a função? Já está esquecido, não é? As más memórias querem esquecer-se depressa.

Desde que o almirante tomou o comando das operações deixámos de ouvir piadas, ameaças, opiniões. Todos os dias vemos o almirante a trabalhar, não há tempo a perder com minudências. A tarefa é urgente. O país precisa de voltar à normalidade o mais rapidamente possível. Finalmente começamos a ver a luz ao fundo do túnel. Graças a Gouveia e Melo e a todos os que trabalham sob a sua coordenação.

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