Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Numa ordem mundial que deixou de ser bipolar, o duelo entre os Estados-Unidos e a China, que tem vindo a ganhar espaço e importância, promete condicionar a geopolítica internacional na próxima década. E o duelo não se esgota naquilo a que Graham T. Allison chamou a “armadilha de Tucídides”, referindo-se à ameaça à hegemonia de Esparta que a ascensão de Atenas representou, empurrando os prudentes espartanos para guerra. É uma rivalidade económica e uma oposição de modelos político-sociais que geram a desconfiança e o temor cruzados, com pontos quentes territoriais que podem funcionar como rastilho.

E este profundo antagonismo comercial e político, este quase choque de civilizações, não dá mostras de ter sofrido alterações com a mudança de estilo na Casa Branca, mantendo-se praticamente inalterado quando o republicano ferrabrás Donald Trump deu lugar ao democrático e simpático ancião Joe Biden.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.