Eleições 2019. Uns partidos promovem as mulheres na política e nos topos das empresas, outros querem garantir igualdade salarial, outros aumentar a proporção de jovens portuguesas que seguem para as áreas científicas.

E temos um partido – a Iniciativa Liberal – quer facilitar às mulheres que sejam prostitutas. São opções. Cada um tem a visão das mulheres que consegue.

Legislar (lei da paridade) de forma a garantir que toda a população está minimamente representada na Assembleia da República? São ferozmente contra e fazem teatrinhos com as listas de deputados a gozar com este direito conquistado e que só trouxe mulheres ótimas e de grande mérito para a política. (Os únicos dois candidatos IL com remotas possibilidades de serem eleitos são homens – claro.)

Mas legislar para que tenhamos mais prostitutas? Ora vamos lá a isso, que boa ideia. Mercados são fixes e tudo se compra e tudo se vende. Consta no programa do partido ‘regulamentar a prostituição’ (novilíngua para exploração sexual de mulheres) e passei no twitter no outro dia pelo anúncio de um debate (dos poucos que tiveram) para ‘liberalizar a assistência sexual’.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.