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O Natal não é uma época de harmonia. Mas de tensão. Como não é de paz a atmosfera com que se dá a compra dos presentes. Porque, na maior parte das vezes, é (muito mais) um proforma “socialmente correcto” do que um conjunto de gestos que se teçam com carinho e com ternura.

Como não perdemos tanto tempo assim a pensar naquilo que pode ter “a cara” da pessoa a quem dedicamos uma lembrança ou uma prenda, independentemente do valor que ela possa ter. Como não é um exercício simples e harmonioso a forma como se dividem os tempos de Natal pelas diversas famílias de origem de cada uma das pessoas de um casal. Como é agitado e tristonho (e de alguma aflição) o jeito como se fazem as compras e se anda no trânsito. Como são vários – e “miudinhos” – os pequenos “incidentes de família” que se dão no Natal. Que deixam um rasto de desconforto numa ceia que se queria de concórdia. E por mais que haja quem afirme que os presentes são importantes, sobretudo, para as crianças, são repetidas as consequências de alguns deles. Que geram uma espécie de “maledicência quase silenciosa” ou pequenas “competições” entre as lembranças que se trocaram, que não é bem aquilo que se esperaria de um “presépio” aconchegante, pleno de alegria e de bem-querer.

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