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Sabemos que Santana Lopes e Paulo Portas sempre admiraram Sá Carneiro, e que o início das suas carreiras políticas foi inspirado pelo antigo líder da direita portuguesa. Mas dois políticos experientes, como Santana e Portas, não dão entrevistas por acaso, mesmo quando se celebra os 40 anos da morte de Sá Carneiro. Ora, na semana passada, ambos deram duas entrevistas muito interessantes (e impecavelmente profissionais) aqui no Observador.

Santana e Portas possuem instintos políticos apurados, e perceberam que a coligação de direita nos Açores foi um momento politico muito importante. Depois de anos parado, o comboio da direita partiu. Não se sabe qual é o destino, ou como será a viagem, nem sequer quanto tempo durará. Mas está em andamento, e Santana e Portas não quiseram ficar de fora. Foi isso que anunciaram nas entrevistas que deram. Ou seja, o Chega e a Iniciativa Liberal, contribuindo para a maioria de direita nos Açores, já influenciam o que se passa na política portuguesa. Santana e Portas entenderam isso muito rapidamente, têm ambições e são os dois políticos profissionais. Respiram política, pensam em política de manhã à noite e tudo o que fazem é politico. Nada errado e é inteiramente legítimo. Sempre defendi que a política é para profissionais.

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