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Em tempos muito antigos, havia eleições e esperava-se que quem elegesse mais deputados governasse. Também havia referendos, e era suposto os governos executarem as opções mais votadas. Os tempos, porém, mudaram. Agora, quando há referendos, a opção escolhida pode ser ou não aplicada, como temos visto no Reino Unido. E quando há eleições, pode ou não haver governo, como em Espanha, que vai na segunda eleição deste ano. A democracia já foi um meio de, através do voto popular, formar governos e tomar decisões. Neste momento, em alguns países da Europa, parece um meio de não tomar decisões e de impedir que haja governos.

A última noite eleitoral espanhola pôs toda a gente a meditar sobre a maneira de sair deste “bloqueio”. É aliás curioso que o impasse da governação já cause mais impressão do que a subida do Vox, à boleia da subversão separatista na Catalunha.

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