Aquilo que se passa actualmente em Portugal está para lá de toda e qualquer qualificação. Uma bandalheira é o mínimo! Após o que temos vindo a sofrer ao cabo de 50 anos de governos cada vez menos respeitadores da lei, acaba de se verificar publicamente há uma semana que o actual «regime democrático» não possui qualquer decência, como aliás escrevi antes mesmo de o governo de António Costa deitar mão ao poder com a «geringonça» em 2015.

Lembrados esse golpe e a espremida «maioria eleitoral» de 41% há pouco mais de ano e meio, comecemos por António Costa. Como é que se explica que o primeiro-ministro se tenha demitido minutos após as vergonhosas revelações do Ministério Público acerca do comportamento do governo, quando a acusação foi pouco depois varrida por um juiz para debaixo do tapete sem uma palavra acerca de António Costa? Era engano de nomes? E se o era, por que razão o primeiro-ministro se demitiu imediatamente, lamentando escassos dias depois que o seu secretário pessoal tivesse escondido no gabinete de S. Bento a soma de 70 e tal mil euros que não se sabe de onde vieram nem para onde foram e a que se destinavam.

A este respeito, a actual comunicação social, corrompida como está pelo governo socialista, pouco ou nada disse. Repito: é incompreensível que um primeiro-ministro como António Costa, ontem agarrado ao poder e a seguir com os olhos um cargo vistoso na União Europeia, declarasse a sua demissão antes de o juiz dizer fosse o que fosse a respeito da acusação contra si, assim como, aliás, de qualquer prevaricação que tivesse cometido?

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