A Peça de Teatro “Vexame Nacional” com que nos têm presenteado nos últimos dias tem um enredo e argumento tão insólito que chegou ao ponto de “roubar” audiência às telenovelas que passam diariamente nos 4 canais principais e até à transmissão de jogos de futebol da Champions, coisa impensável!

Os atores principais é que não correspondem de todo às expectativas, é notório que houve quem não lesse o guião e se atrapalhasse em diversos momentos deixando ficar mal o Produtor Costa, mas isso também contribui para animar quem assiste e proporciona aos outros atores desempenharem um papel mais importante como são exemplo Ventura, Blanco ou Soares.

Galamba que já tem experiência cinematográfica, teve no cenário da A.R. uma prestação muito fraca, mas à custa disso, conseguiu ser piada nacional pela sua incoerência, talvez lhe tenha feito falta tomar um Inderal às 17h00.

As cenas descritas que se terão passado, ou não, no cenário do Ministério das Infraestruturas têm dado muito que falar e têm proporcionado aos atores desenvolverem o seu papel de forma criativa em vários momentos, como é exemplo o caso da Chefe de Gabinete que chega a assumir o papel de Ministro. O enredo também vai sofrendo alterações, a história tem-se desmultiplicado e atualmente já existem várias versões que têm proporcionado aos espetadores momentos únicos e hilariantes.

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Nesta peça, temos Galamba como protagonista e Pinheiro como antagonista e vilão da história segundo uma das versões, noutro roteiro alternativo, temos Pinheiro como protagonista e Galamba como antagonista. Não é muito comum uma peça teatral ter duas versões antagónicas que permitem aos atores desenvolverem livremente o seu papel, mas mais raro é atrizes coadjuvantes, leia-se personagens secundárias, tornarem-se protagonistas como o caso de Eugénia.

Normalmente, numa Peça de Teatro, há os objetos em cena que neste caso concreto é um computador, há um produtor, neste caso é Costa, dramaturgos como é exemplo a máquina de comunicação do poder e técnicos como outros intervenientes que participaram no ato teatral e neste caso um espectador destacado que assiste no camarote que é Sousa.

Se pensaram que o espetáculo se resume ao referido anteriormente, desenganem-se, nesta representação teatral também são relatadas cenas de violência, sequestro, roubo e muito mais, com direito à participação no elenco de diversas autoridades, até de forma inesperada e surpreendente!

É assim que nos vão entretendo estes dias com esta paródia, enquanto o custo de vida sobe de forma dilacerante para muitas famílias e era fundamental implementar medidas que aliviassem as dificuldade por que passam os Portugueses, enquanto tardam investimentos em setores importantes para a economia recorrendo aos fundos europeus disponíveis (a famosa bazuca), enquanto se fere com gravidade a Escola Pública desrespeitando os Professores, enquanto se brinca com a Saúde desvalorizando os Profissionais de Saúde, enquanto se ignora a Segurança remunerando mal as Forças de Segurança e não as dotando dos meios necessários, enquanto se desprestigia as Forças Armadas com episódios humilhantes, enquanto a Justiça funciona (?) de forma deficiente, no fundo, enquanto o País atravessa um momento muito complexo e preocupante, a única coisa que nos dão é a possibilidade de assistir ao “Vexame Nacional”.