Hoje, cerca das 08h50 de Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 2,884%, depois de terem terminado na véspera a 2,818% e na segunda-feira nos 2,719%, um mínimo de sempre.

A cinco anos, os juros também estavam a subir para 1,587%, contra 1,531% na terça-feira, e o mínimo de sempre, de 1,441%, na segunda-feira.

No mesmo sentido, os juros a dois anos estavam a subir, para 0,621%, contra 0,582% na terça-feira e depois de terem descido até ao mínimo de 0,437% a 25 de setembro último.

A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado por Portugal à ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

A 4 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve inalteradas as taxas de juro, mas o presidente da instituição, Mario Draghi, voltou a deixar antever que a entidade monetária se prepara para comprar dívida soberana em grandes quantidades, caso as medidas adotadas até agora não sejam suficientes e as perspetivas da inflação piorem.

A taxa de juro diretora está no mínimo histórico de 0,05% desde 04 de setembro passado.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer a subir a dois e 10 anos e a descer a cinco anos.

Os juros de Itália e de Espanha estavam a subir em todos os prazos, bem como os da Grécia a cinco e dez anos, os únicos prazos disponíveis para este país.