O diretor-geral do HSBC, Stuart Gulliver, reconhece que o banco britânico retirava a publicidade dos ‘media’ que faziam “uma cobertura hostil” da instituição.

Quando questionado se o banco britânico tinha retirado campanhas publicitárias nalguns ‘media’ na sequência de artigos desfavoráveis à instituição, o patrão do grupo assegurou que “isso não tem nada a ver com procurar influenciar a cobertura editorial do que quer que seja”.

“Nós recorremos à publicidade para vender mais produtos bancários. E não faz qualquer sentido colocá-la ao lado de uma cobertura jornalística hostil”, declarou Gulliver quando apresentava os resultados anuais do HSBC.

“Se (os leitores) lerem nas páginas 4 e 5 que o HSBC é uma má empresa, é pouco provável que páginas depois ponham a hipótese de ir pedir um empréstimo para comprar casa àquele banco”, argumentou.

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“É uma questão de bom senso, é o negócio: não colocamos publicidade ao lado de artigos hostis porque essas despesas publicitárias não nos vão trazer nada”, defendeu.

Um editor do Daily Telegraph demitiu-se na semana passada na sequência do Swissleaks, um vasto escândalo de evasão fiscal através da Suíça, acusando o jornal conservador britânico de ter censurado informações sobre o HSBC para manter os favores daquele importante anunciante.

O Daily Telegraph negou vigorosamente a acusação.

Os resultados líquidos do HSBC foram de 13,7 mil milhões de dólares (cerca de 12 mil milhões de euros), menos 15% do que no ano anterior devido a uma série de multas que foi forçado a pagar às autoridades de regulação, numa altura em que enfrenta o escândalo Swissleaks.